John Ternus assume liderança da Apple. Do iPhone dobrável à IA, os desafios do novo CEO
A 20 de abril, a Apple anunciava ao mundo a escolha de John Ternus para suceder a Tim Cook na liderança da tecnológica .
Aos 51 anos, o vice-presidente sénior de Engenharia de Hardware torna-se agora o líder de uma das maiores empresas do mundo.
Ternus assume esta terça-feira os comandos do grupo de Cupertino, depois de ter sido responsável pelo desenvolvimento de produtos que chegam a milhões de pessoas em todo o mundo e conquistaram uma legião de seguidores da Apple.
Engenheiro mecânico de formação, com um curso de Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia, John Ternus entrou na Apple em 2001, integrando a equipa de design de produto.
Ao longo de mais de duas décadas na tecnológica, passou a liderar a área de Engenharia de Hardware, tendo sido nomeado vice-presidente da divisão em 2013 e vice-presidente sénior em 2021.
Jobs, Cook e Ternus: O que é preciso para liderar a Apple? Ler Mais A sua carreira na Apple esteve sempre ligada ao desenvolvimento dos produtos.
Supervisionou o trabalho de engenharia de hardware de várias gerações do iPad, das linhas mais recentes do iPhone e dos AirPods, além de ter desempenhado um papel relevante na transição dos Mac para os processadores Apple Silicon.
A área que liderava abrangia ainda produtos como o Apple Watch e o Vision Pro.
A escolha representa, por isso, uma mudança de perfil no comando da Apple.
Depois de Tim Cook, um gestor com uma carreira marcada pela área operacional e pelas cadeias de abastecimento, a empresa entrega agora a liderança a um engenheiro que passou grande parte da carreira dentro da equipa responsável por transformar ideias em produtos.
Ternus chega ao cargo de CEO (o terceiro na história da marca) com um conhecimento profundo do desenvolvimento de hardware e do próprio ADN de produto da Apple, mas com grandes desafios pela frente.
Acelerar na IA O novo líder da gigante californiana recebe uma Apple numa posição financeira e comercial extraordinariamente forte, mas também num momento de transformação tecnológica.
O principal desafio será recuperar terreno na corrida da inteligência artificial (IA), numa altura em que a Apple procura transformar o Apple Intelligence numa peça central do seu ecossistema e vê concorrentes como a Google, Microsoft, Anthropic e OpenAI mais avançados neste campo.
A empresa apresentou este em junho passado uma nova versão da assistente Siri, mais capaz e integrada nos diferentes dispositivos, mas algumas das funcionalidades chegam com limitações de disponibilidade e continuam dependentes de exigências regulatórias em mercados como a União Europeia e a China.
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