Castro Almeida em silêncio sobre Luís Neves
“Está confortável com a presença de Luís Neves no Conselho de Ministro?” , pergunta o deputado Pedro Pinto do Chega ao ministro da Economia, no Parlamento.
Mas ficou sem resposta.
Numa rábula à crítica que os deputados do Chega lhe dirigiram de ter “esquecido” a Coesão Territorial na sua intervenção inicial, na qual desfiou os vários indicadores económicos positivos (excepto a inflação) e que levam Portugal a comparar bem com a Zona Euro, Castro Almeida questionou se a pergunta era “mais no âmbito da Economia ou da Coesão territorial?” “Da transparência”, atirou Filipe Melo.
A opção do ministro foi não responder, fazendo sinal do presidente da Comissão, Pedro Coimbra, para prosseguir a condução dos trabalhos sem mais esclarecimentos sobre esta matéria.
Governo quer dar formação a 100 mil trabalhadores em IA Ler Mais Luís Neves tem estado envolvido em várias polémicas.
Tudo começou a 10 de julho, quando o Nascer do Sol noticiou que o ministro da Administração Interna contratou para remodelar um imóvel que detém em Odemira uma empresa anteriormente responsável por obras na PJ quando Luís Neves era diretor.
Segundo o semanário, entre 2020 e 2025, a empresa Construbarcelos recebeu cerca de 1,9 milhões de euros em contratos públicos, valor confirmado dias depois pelo ministro da Administração Interna, em entrevista à TVI/CNN .
Depois a PJ anunciou a abertura de um inquérito sobre o atrelado apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna.
A Procuradoria-geral da República confirmou “a existência de um inquérito relacionado com bens apreendidos à ordem do processo designado ‘Operação Pacoba’”.
O ministro levou o Chega a apresentar uma moção de censura ao Governo – que foi rejeitada – e esta quarta-feira o presidente da Assembleia da República rejeitou admitir a segunda versão do requerimento do Chega para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito sobre a atuação do ministro Luís Neves enquanto diretor nacional da PJ.
Contudo, José Pedro Aguiar-Branco admitiu o requerimento do deputado do JPP (Juntos Pelo Povo), Filipe Sousa, para a constituição de uma comissão de inquérito parlamentar sobre o mesmo tema.
Porém, o requerimento do JPP, ao contrário da iniciativa do Chega, não tem caráter potestativo, sendo a sua aprovação sujeita a votação em plenário.
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