Garantias de 300 biliões fora dos balanços das tecnológicas
As grandes tecnológicas assumiram até 300 mil milhões de dólares em garantias para financiar infraestruturas de inteligência artificial, mantendo a maior parte desta exposição fora dos balanços, segundo o Financial Times (acesso pago, em inglês). As garantias asseguram um valor mínimo futuro para centros de dados e chips financiados por veículos autónomos. A dívida é emitida por estas entidades, e não diretamente pelas tecnológicas, que colocam a sua capacidade financeira ao serviço das operações sem reconhecerem integralmente as responsabilidades nas contas.
A Meta estreou esta estrutura num centro de dados no Louisiana, com uma garantia de 28 mil milhões de dólares. A Broadcom assumiu uma exposição de 29 mil milhões no financiamento de chips destinados à Anthropic, enquanto a Nvidia concedeu garantias de 105 mil milhões à SB Energy para apoiar um centro de dados da OpenAI no Ohio.
Este modelo permite obter financiamento a custos próximos dos suportados pelas próprias tecnológicas. Em contrapartida, deixa-as expostas a perdas se os ativos se desvalorizarem devido à obsolescência dos chips, ao excesso de capacidade instalada ou a uma procura por serviços de IA inferior à prevista.
O Morgan Stanley contabiliza mais de 3,1 biliões de dólares em compromissos extrapatrimoniais e apoios de crédito de sete grandes tecnológicas e fabricantes de chips. As agências de notação financeira já ajustam os níveis de endividamento para refletir parte destas responsabilidades.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.