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Angola. Enfermeiros em greve por incumprimento do Estado

Observador ·
Angola. Enfermeiros em greve por incumprimento do Estado

Enfermeiros da província angolana do Bengo iniciaram esta segunda-feira uma greve de três dias , pelo incumprimento de alguns pontos do caderno reivindicativo de 2023, como o não pagamento dos subsídios da Covid-19 , avançou à Lusa fonte sindical.

O processo de pagamento dos subsídios da Covid-19 aos profissionais de saúde que estiveram na linha da frente em Angola, durante a pandemia, está marcado por atrasos prolongados e processos de averiguação devido a supostas irregularidades detetadas na atribuição dos valores.

Segundo o secretário provincial do Sindicato Nacional dos Enfermeiros de Angola (Sindea) no Bengo, Paulo Chindumbo, nem 50% desses profissionais de saúde receberam este subsídio, enquanto as autoridades sanitárias alegam terem já cumprido 99% dos pagamentos.

O sindicalista realçou que entre as reivindicações constam também dificuldades sociais e de trabalho , nomeadamente falta de autocarros nas unidades sanitárias, a cedência de parcelas de terrenos para profissionais de saúde, entre outras.

Paulo Chindumbo referiu que faltam alegadamente medicamentos nos hospitais, acomodação digna e alimentação para os pacientes internados, frisando que com o arranque da greve as autoridades sanitárias começaram esta segunda-feira “a colocar medicamentos nos hospitais”.

O líder sindical avançou que estas situações foram reportadas ao Governo, contudo, o quadro mantém-se depois do prazo dado, sem “resultados positivos quer para os utentes como para os profissionais”.

Antes do início da greve foram realizados encontros com o Governo a 28 de agosto deste ano e a 10 deste mês, mas sem resultado satisfatório.

“Então não tivemos outra saída senão espoletar a greve”, referiu Paulo Chindumbo, acrescentando que após os três dias caso se mantenha a situação poderão avançar para uma segunda fase de paralisação dos serviços, ainda sem data marcada.

O secretário provincial do Sindea referiu que a greve teve um nível de adesão de quase 100%, com perto dos 2.000 associados a aderirem ao protesto, frisando que “todo o pessoal parou o serviço”, mas estão garantidos os serviços mínimos em 50% como manda a lei.

De acordo com Paulo Chindumbo, o caderno reivindicativo foi submetido ao Governo em 2023, tendo as negociações resultado em vários memorandos, o último de 30 de julho de 2026, todos sem cumprimento dos compromissos da parte do Estado.

O censo geral da população e habitação de 2024 indica que a província do Bengo, que dista cerca de 67 quilómetros a norte da província de Luanda, capital de Angola, conta atualmente com uma população de 716.335 habitantes.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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