Participação do Estado na REN terá “efeito sobre preço” da luz “a médio e longo prazo”, diz Montenegro
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse esta terça-feira que, “a médio e longo prazo”, o regresso do Estado português ao capital da REN , após comprar a posição de 13,7% que era detida pela empresa do dono da Zara, vai mesmo ter “um efeito sobre o preço” da eletricidade para as famílias e empresas .
“ Ninguém diz que é a intervenção na REN, diretamente, que provoca uma alteração no preço, mas é uma das condições para podermos proteger o interesse estratégico de termos uma rede mais resiliente , de protegermos as nossas infraestruturas críticas, de fazermos fluir o sistema de maneira a que possa ser otimizado, e isso refletir-se depois nas condições de acesso”, afirmou, em declarações transmitidas pelas televisões.
Luís Montenegro sublinhou que o “objetivo” de o Estado estar na REN é de contribuir “ainda mais, de forma ainda mais permanente, para a concretização de um sistema cujos investimentos permitam que a rede esteja reforçada para poder chegar mais facilmente a casa das pessoas e também às empresas”, de modo a “diminuir os custos”.
“Para isso é preciso termos capacidade produtiva, uma boa distribuição.
É preciso que o sistema possa integrar a energia elétrica que provém de fontes renováveis, possamos ter mais autonomia estratégica e autonomia em termos de decisão.
A médio e longo prazo, isso terá um efeito sobre o preço [da eletricidade] “, assegurou.
PS quer saber como o Governo adquiriu 13,7% da REN Ler Mais As declarações do líder do Governo surgem em resposta às questões levantadas pelo PS, no passado sábado, sobre a via e os meios usados para adquirir 13,7% da Redes Energéticas Nacionais (REN), numa altura em que o Executivo, acusam os socialistas, provoca o “colapso” na saúde, educação e serviços sociais.
A confirmação da aquisição de 13,7% da REN foi feita por Luís Montenegro durante o seu discurso na 50.ª Festa do Pontal , indicando tratar-se de um investimento que se enquadra no fundo soberano “que está a ser formatado” e que se inscreve numa política de criar “alicerces para uma economia mais competitiva e mais produtiva”.
O objetivo não é renacionalizar esta empresa, mas salvaguardar o interesse estratégico, acrescentou. (Notícia atualizada às 10h58)
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