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Cabrita sobre Neves: PM estabeleceu "padrão Spinumviva"

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Cabrita sobre Neves: PM estabeleceu "padrão Spinumviva"

Eduardo Cabrita, antigo ministro da Administração Interna do PS, considera que a bitola de Luís Montenegro no caso Spinumviva estabeleceu critérios baixos para situações em que ministros têm problemas éticos. Na visão do socialista, “a culpa é de Luís Montenegro”, porque optou por “degradar completamente os padrões éticos da governação” — e criou um “padrão Spinumviva”.

Em entrevista ao jornal Público , Cabrita entende que no caso de Luís Neves há “questões éticas que têm que ver com tempos anteriores à sua chegada ao Governo”, que “são muito importantes” e que “deveriam ser esclarecidas”. Mas vira a agulha para a postura do primeiro-ministro: “Aqui a culpa é de Luís Montenegro: um primeiro-ministro que provocou eleições achando que isso legitimava as dúvidas sobre a sua empresa familiar, degrada completamente os padrões éticos da governação.”

Na opinião do antigo governante, há uma ligação entre a conduta de Montenegro e a que aplica a Neves, já que “o Governo e o PSD tudo fizeram para evitar, por duas vezes, a ida de Luís Neves à Assembleia da República”. Cabrita entende que “as questões éticas têm de ser totalmente esclarecidas” e que, nesse capítulo, “Luís Neves andou mal [e] andou tarde”.

Além disso, o antigo ministro mostra-se preocupado com a Polícia Judiciária: “É também gravíssimo que se queira pôr em causa, e a operação da extrema-direita é clara, o prestígio da PJ”. E considera que casos como o de Fernando Alexandre, Nuno Melo ou Ana Paula Martins são “fracassos de políticas gravíssimos”, mas não dúvidas éticas.

O antigo ministro da Administração Interna demitiu-se na sequência de um acidente de carro em excesso de velocidade que vitimou um trabalhador na A6, sendo que o motorista acabou condenado a 14 meses de prisão, com pena suspensa por homicídio por negligência inconsciente. Nesta entrevista ao Público, faz questão de assegurar que “nunca houve nenhuma dúvida ética sobre o exercício de funções”, pelo que, sublinha, “é totalmente absurdo esse tipo de comparações”.

Relativamente às dúvidas sobre o negócio das fragatas , que insiste em abordar mesmo quando as questões são sobre outros assuntos, Cabrita entende que “é um caso gravíssimo de total falta de transparência e de fratura de um modelo de convergência institucional que se manteve ao longo das últimas décadas, quer em governos do PS quer do PSD, sobre política de defesa”. Além disso, considera que é “muito mais grave do que aquilo que se passa na Administração Interna”.

Explicador. As fragatas italianas, o fantasma dos submarinos e as explicações do Governo

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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