Santa Casa inaugura centro dos Anjos requalificado para dar resposta a pessoas vulneráveis
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) vai inaugurar na sexta-feira, 16 de outubro, um espaço totalmente requalificado do Centro de Apoio Social dos Anjos, em Lisboa, após uma intervenção profunda naquele equipamento histórico, para reforçar a resposta social numa das zonas mais sensíveis da capital, explica a instituição.
A cerimónia está marcada para as 15h30, na Avenida Almirante Reis, e contará com a presença da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e do provedor da SCML, Paulo Sousa.
Segundo a instituição, a requalificação permitirá melhorar as condições de funcionamento das várias valências do centro, que presta apoio a população em situação de vulnerabilidade social.
Entre os serviços disponibilizados está o refeitório social, onde são servidas diariamente cerca de 370 refeições, destinadas a pessoas em situação de maior fragilidade económica e social.
O equipamento integra também um centro de alojamento temporário para pessoas em situação de risco social, com vista ao seu encaminhamento para respostas habitacionais alternativas, bem como ateliers ocupacionais dirigidos a pessoas em situação de exclusão social, nomeadamente com percurso de sem-abrigo.
Estes ateliers desenvolvem atividades destinadas a promover a socialização, a autonomia pessoal e a reabilitação das capacidades para o trabalho, tendo em conta as competências e motivações dos utentes.
O Centro de Apoio Social dos Anjos disponibiliza ainda serviços de higiene pessoal, através de balneários, lavandaria e banco de roupa, além de consultas de psiquiatria.
A origem deste equipamento remonta ao final do século XIX, quando funcionava como Cozinha Económica n.º 2.
Após o colapso do edifício original, foi construído, em 1914, um novo imóvel projetado por Lino de Carvalho, que passou a acolher a Cozinha Económica dos Anjos, mantendo a missão de fornecer refeições acessíveis à população mais carenciada.
O refeitório ficou conhecido como a “Sopa do Sidónio” ou a “Sopa dos pobres”, tornando-se uma referência do apoio social na cidade.
Em 1928, a gestão do equipamento transitou para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que desde então tem assegurado a continuidade da sua atividade social, evoluindo progressivamente para um modelo centrado na reintegração comunitária das pessoas apoiadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.