Portugal, com Espaço para construir
Na semana em que soubemos que Engenharia Aeroespacial voltou a liderar o acesso ao ensino superior, com 19,5 valores, e que três dos cinco cursos mais disputados do país são desta área, percebemos o interesse da nova geração pelo espaço.
Esse interesse não nasceu agora: constrói-se sobre uma história de mais de trinta anos e culmina numa oportunidade de fazer crescer o setor, nesta e em muitas outras disciplinas da ciência e do conhecimento.
Portugal é um país virado para o Atlântico, habituado a transformar distância em ligação.
Durante séculos, o horizonte foi o mar.
No início dos anos 90, virámos as atenções para o firmamento e assim começámos a fazer crescer a indústria nacional do espaço.
O que começou por ser um conjunto de iniciativas dispersas é hoje um setor com empresas, centros de investigação, universidades, instituições públicas e capacidade operacional.
A oportunidade não pertence a nenhuma destas partes isoladamente.
Depende de o ecossistema conseguir trabalhar como um organismo simbiótico e ligar-se às indústrias que vão utilizar e escalar as suas tecnologias.
Roubo uma ideia do filme de 1968, “ 2001: Odisseia no Espaço” .
Stanley Kubrick faz a história avançar por quatro grandes saltos em que cada um altera o que parecia possível no seguinte.
O percurso de Portugal no espaço também se pode dividir em quatro Eras distintas entre as quais mudou a natureza da nossa ambição.
A primeira foi a Era de Sonhar .
Na noite de 25 para 26 de setembro de 1993, o PoSAT-1 partiu de Kourou a bordo de um Ariane 4.
Era uma missão de observação da Terra e demonstração tecnológica, com duas câmaras e experiências científicas a bordo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.