BRICS: Putin defende alargamento do Conselho de Segurança. XI apela a oposição a "violações de soberania"
O presidente russo, Vladimir Putin, defendeu este sábado (12 de setembro) o alargamento do Conselho de Segurança das Nações Unidas durante a sua intervenção na cimeira do grupo BRICS, em Nova Deli, na Índia.
“Consideramos necessário continuar a promover, juntamente com os nossos parceiros dos BRICS, a melhoria do desempenho da ONU.
Naturalmente, o alargamento do Conselho de Segurança e a inclusão de representantes de países da Ásia, África e América Latina ajudariam nesse sentido”, declarou Putin, citado pela Efe.
O líder russo, que na véspera se reuniu com vários dirigentes que participaram na cimeira em Nova Deli, afirmou que a formação de um mundo multipolar enfrenta vários desafios.
Segundo Putin, tal deve-se à “resistência daqueles que estão habituados a pensar em termos coloniais, dividindo, essencialmente, o mundo entre um jardim florescente e uma selva selvagem e vivendo à custa dos outros”.
“Recusam-se a aceitar a realidade em mudança e procuram conter os seus concorrentes em crescimento por todos os meios possíveis.
Recorrem a todo o tipo de artimanhas, incluindo guerras tarifárias, sanções ilegítimas, tentativas de ditadura económica, chantagem, ingerência nos assuntos internos e, simplesmente, força bruta”, afirmou.
Além disso, acrescentou Putin, estão a ser reavivadas tensões antigas, provocando novos conflitos e divergências.“Como resultado, todo o sistema de relações internacionais está a falhar.
A eficácia de várias estruturas e instituições multilaterais está a diminuir”, apontou.
“Perante isto, a Rússia atribui uma importância excecional à preservação e ao reforço do papel central das Nações Unidas nos assuntos mundiais”, salientou.
O grupo dos BRICS tem como membros o Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Irão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.
XI apelou aos países BRICS para se oporem a violações da soberania Já o presidente chinês, Xi Jinping, declarou que os Estados-membros devem opor-se "às violações” da soberania e trabalhar para preservar a paz, informou a agência de notícias oficial Xinhua.
Durante a cimeira, o presidente indicou que os BRICS devem “opor-se às violações da soberania de outros países e à ingerência nos seus assuntos internos, e participar de forma construtiva na resolução das questões mais prementes”, segundo a Xinhua.
O presidente chinês declarou ainda que a guerra no Médio Oriente, desencadeada pelos ataques norte-americanos e israelitas contra o Irão no final de fevereiro, não serve os “interesses comuns”.
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