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“Os homens são todos iguais”

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“Os homens são todos iguais”

Os homens são sensíveis, intuitivos e inteligentes. São atentos e carinhosos. Gostam de colo e de mimo. Têm lágrimas com cloreto de sódio. Querem ser felizes. Ficam tristes sempre que se sentem desamparados. Têm sonhos e projectos. Enternecem-se quando são pais. E também se sentem sós sempre que são mal amados. Mas desde a adolescência que se convencionou, como se fossem “defeitos de fabrico”, que os rapazes são mais infantis, menos responsáveis e chegam à maturidade muito depois das raparigas. Que, quando homens, são adolescentes até muitíssimo mais tarde. Que não são capazes de fazer duas coisas ao mesmo tempo. Que “desligam” quando as conversas não lhes interessam. Que são “os distraídos oficiais” de todas as famílias. E que evitam relações como se elas implicassem compromissos claustrof ó bico s de que fogem. Sim, o mundo alimenta, silenciosamente, preconceitos em relação ao homem e promove, também, em muitos momentos, a discriminação do masculino!

Mas, no essencial, os homens e as mulheres não são tão diferentes como se imagina. Eles não são obrigatoriamente mais físicos. Elas não são inevitavelmente mais sensíveis. Eles não são mais indiferentes enquanto elas não são, sempre, mais empáticas. A educação do género masculino, apesar das inúmeras mudanças que tantas gerações diferentes trouxeram umas às outras, parece inquinada de estereótipos: “um homem não chora”, “um homem não fala” ou “um homem não se agita”. Que, por mais que não se repitam em voz alta, praticam-se, amiúde.

Seja como for, o inquietante na postura dos homens não passa tanto pela forma como são vítimas de preconceitos e mal-entendidos mas, sobretudo, como não se insurgem contra eles, se adequam a esses pressupostos ou, de forma oportunista, às vezes, se aproveitam deles.

O mundo pode ser mais singular e mais plural. Mas, para isso, um homem não tem de, por inerência, não chorar, não falar nem não se agitar. Para se fazer homem, não pode estar inquinado, como se fosse uma fatalidade que o limita para sempre, pelo preconceito de que “os homens são todos iguais”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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