Luís Neves diz que crise na habitação “toca a todos”, mas alerta para “caos importado”
O ministro da Administração Interna reconhece a legitimidade constitucional das manifestações contra a crise na habitação , mas sublinha que a lei tem de ser respeitada.
Sobre a possibilidade de novas acampadas, pede aos manifestantes que não permitam a infiltração de elementos extremistas.
A crise na habitação é um problema que “toca a todos” , reconheceu esta terça-feira o ministro da Administração Interna, Luís Neves, assegurando que o Governo está empenhado em encontrar respostas, em particular para os mais jovens.
“Estamos muito estruturados e motivados para encontrar soluções para toda a população”, afirmou.
PSP avança contra Acampada de Lisboa e faz detenções Ler Mais Questionado sobre a possibilidade de os protestos com tendas regressarem às ruas, depois do desmantelamento das acampadas, o governante separou a legitimidade do protesto de outras situações que possam ocorrer nesse contexto: essa “forma de manifestação” e o “caos importado”.
O ministro apelou mesmo a que os participantes não se deixem “infiltrar por elementos extremistas”, reiterando, ao mesmo tempo, que a contestação à falta de habitação corresponde a uma necessidade reconhecida.
“Estamos todos cientes que estamos perante uma necessidade absoluta”, declarou, lembrando que “ manifestar-se é um direito legítimo, constitucional, livre”.
Ainda assim, frisou, “a lei tem de ser cumprida”.
Habitação: o que garante a Constituição e quais os limites? Ler Mais “A PSP, as forças de segurança, têm toda a autonomia operacional para agirem da melhor forma possível, no sentido de anteciparem”.
Perante a insistência dos jornalistas sobre como é que a PSP vai atuar nos próximos dias perante as concentrações em várias cidades do país em defesa de habitação para todos e a preços justos e dignos, Luís Neves insistiu que foi “muito claro” e que agir por antecipação é não deixar crescer.
“Quero dizer o seguinte: ninguém, eu próprio, nenhum membro do Governo fica satisfeito com qualquer ato de violência”, garantiu.
As declarações foram proferidas à saída de uma reunião com a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, que aproveitou o encontro para defender alterações ao regime especial das polícias municipais de Lisboa e do Porto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.