Norovírus e bactérias intestinais levam centenas às urgências dos Açores
A Autoridade Regional de Saúde (ARS) dos Açores revelou, esta sexta-feira, 28 de agosto, que foi confirmada a presença de norovírus em casos de gastroenterite aguda registados não só na ilha de São Miguel, como na ilha do Faial. Além disso foram detetadas também duas bactérias intestinais".
Num comunicado enviado ao Notícias ao Minuto , a ARS confirmou que "há mais casos de vómitos e diarreia do que é habitual, em várias ilhas" .
"Até dia 26 de agosto constatou-se, na vigilância regional, um acréscimo acima do expectável de episódios compatíveis com gastroenterite aguda, distribuídos por várias ilhas e ao longo de várias semanas", explicou a autoridade, acrescentando que "não se trata de um único foco, nem de um único dia".
"O quadro é o de um excesso multi-ilha, com picos desfasados no tempo", evidenciou a mesma nota.
Depois de, na semana passada, terem confirmado a presença de norovírus na ilha de São Miguel , a ARS admitiu hoje que o vírus foi identificado também no Faial.
" Em laboratório foi identificado Norovírus (grupos GI e GII) em São Miguel e no Faial , confirmando a principal suspeita da Coordenação Regional de Saúde Pública e da Direção Regional, desde que o alerta foi dado", realçou.
O Faial foi, inclusive, a ilha onde o aumento de casos começou mais cedo e onde houve mesmo um surto que atingiu mais de 400 pessoas num curto período de tempo.
Já nas Flores , depois de um "rebote a 23 de agosto, os números diários têm vindo a cair, de forma sustentada".
Na Terceira , "o volume diário no Hospital de Santo Espírito, em Angra, e na Praia da Vitória também já desceu".
Quanto a Santa Maria, Graciosa e São Jorge a ARS não deu dados. Disse apenas que o Corvo "mantém-se sem casos".
Em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, além do norovírus houve uma "identificação pontual de bactérias intestinais (Salmonella e Campylobacter) , o que reforça a necessidade de higiene alimentar. Porém, "sem alterar a leitura geral da situação", sublinhou a ARS.
De acordo com a autoridade de saúde açoriana, a maior parte das pessoas atendidas no arquipélago devido a episódios de gastroenterite aguda "não precisa de internamento" : "Quase todos os doentes melhoram em casa, entre um a três dias".
Apesar da descida de casos em várias ilhas, "a vigilância continua ativa em todos os concelhos".
"O alerta técnico ainda está ligado em várias unidades de saúde, precisamente para que a descida seja acompanhada de perto e para que um rebote - que é sempre possível, enquanto houver transmissão de pessoa a pessoa - seja detetado no próprio dia", salientou a ARS no comunicado, entretanto, também partilhado no Facebook.
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