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Mal-estar instalado: UE remove sanções contra dois bilionários russos após exigências de França e Luxemburgo

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Mal-estar instalado: UE remove sanções contra dois bilionários russos após exigências de França e Luxemburgo

Alisher Usmanov e Mikhail Fridman, dois bilionários russos, vão ser removidos da lista de sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia. Em simultâneo, as sanções foram estendidas a três mil indivíduos e empresas acusados de apoiar a Rússia na guerra na Ucrânia e vão vigorar durante os próximos três anos.

As duas decisões estão interligadas, uma vez que o prazo final para Bruxelas atualizar e manter a Rússia na lista negra se estava a aproximar e as saídas de Usmanov e Fridman da lista foram usadas como contrapartidas para haver o consenso necessário, dado que as sanções europeias têm de ser aprovadas por unanimidade.

De acordo com o jornal The Guardian , desta vez não foi a Hungria ou Eslováquia a atrasar o entendimento europeu, mas sim França. Paris surpreendeu e acabou por criar mal-estar entre os Estados-membros ao requerer a remoção de Alisher Usmanov da lista de sanções por motivos de “segurança nacional”. Ao que aparenta, porque o cidadão russo-uzbeque será peça-chave para um acordo de troca de prisioneiros que envolve cidadãos franceses e do Azerbaijão.

Perante a posição francesa, o Luxemburgo solicitou precisamente o mesmo tratamento para Mikhail Fridman, porque o magnata russo-israelita está a processar o Grão-Ducado em 16 mil milhões de dólares (aproximadamente 14 mil milhões de euros) pelo congelamento dos seus ativos.

Ainda segundo o The Guardian, as posições francesa e luxemburguesa irritaram grande parte dos restantes Estados-membros, que entendem que este tipo de posturas cria um perigoso precedente e são publicamente contra que posturas que enfraqueçam as sanções contra a Rússia em prol dos interesses nacionais.

A Ucrânia também já reagiu e considerou a decisão como inaceitável. Zelensky escreveu na rede social X que “os sinais relativos ao levantamento das sanções contra oligarcas russos específicos são contraproducentes e prejudicam os próprios objetivos”.

I had a detailed discussion with Ursula @vonderleyen on how to ensure our country’s financial resilience this year and next. We are grateful for the EU’s decision on the €90 billion loan, and Ukraine is meeting its commitments under the loan to cover as much of the budget gap as… pic.twitter.com/52C45UVKRE

Para aceder às exigências de França e Luxemburgo, que muitos Estados-membros da UE consideraram inaceitáveis, Bruxelas propôs que este pacote de sanções fosse prorrogado por 36 meses, em vez dos habituais seis.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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