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Economia

Comporta e Algarve posicionam-se no mapa europeu das casas de luxo

Jornal Económico ·
Comporta e Algarve posicionam-se no mapa europeu das casas de luxo

O investimento em imobiliário de luxo está a sofrer uma mudança estrutural e a centrar-se no segmento das branded residences e em destinos de lifestyle .

Dois aspetos que beneficiam Portugal, nomeadamente as regiões da Comporta e do Algarve, de acordo com o relatório ‘ The Residence Report’ , da consultora Knight Frank, divulgado esta sexta-feira, 18 de setembro.

De resto, o relatório classifica a região da Comporta como “um dos destinos costeiros mais cobiçados da Europa”, mas onde a escassez de oferta surge como um dos principais fatores estruturais de valorização, mas que está condicionada por regulamentação ambiental, mantendo reduzido o pipeline de novos projetos.

Nesse sentido, o relatório destaca o exemplo do projeto do Six Senses que está a desenvolver um hotel com 70 unidades e 58 branded residences , estas últimas com preços a partir de 2,8 milhões de euros, com entrega prevista para o final de 2028.

No caso do Algarve, nomeadamente as zonas do Quinta do Lago apresentam um valor de preço por metro quadrado em projetos de lifestyle próxima dois dois mil euros, enquanto na região de Lisboa, o preço não chega aos 1.400 euros por metro quadrado.

O relatório identifica Espanha e Portugal como destinos que estão a atrair famílias norte-americanas em busca de proteção patrimonial e de maior isolamento face a riscos geopolíticos, e não apenas por razões de eficiência fiscal.

O crescimento dos projetos de branded residences tem sido exponencial e diversificado, dado que em 2016, menos de quatro em cada dez branded residences estavam localizados fora dos grandes centros urbanos.

Atualmente, mais de metade encontra-se em mercados não urbanos e, com base no pipeline identificado, esta proporção deverá atingir 57% em 2028, sendo que mais de 50% das novas aberturas estão já a acontecer em localizações costeiras, insulares, de montanha ou resort .

Este segmento passou de 354 projetos em 2015 para 903 no final de 2025 e deverá ultrapassar os mil desenvolvimentos em 2026, aproximando-se de 1.800 projetos e mais de 300 mil unidades até 2031.

Liam Bailey, diretor global de investigação da Knight Frank, afirma que o setor residencial de luxo de marcas de renome é um dos segmentos de crescimento mais expressivos do mercado imobiliário global.

“O mercado triplicou de tamanho na última década e esperamos que volte a duplicar nos próximos cinco anos.

Acreditamos que a procura continuará a absorver esta nova oferta, mas a concorrência está a intensificar-se.

Como resultado, o ritmo de inovação em todo o setor está a acelerar rapidamente, à medida que as marcas procuram diferenciar-se e manter-se à frente da concorrência, e, como discutimos no relatório, isto está a levar a uma redefinição do luxo no setor residencial”, refere.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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