Trump republica crítica a Nobel da Paz: "Envergonhou a sua reputação"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, republicou uma crítica ao Comité Nobel noruguês após o Prémio Nobel da Paz ter sido atribuído a Navanethem "Navi" Pillay, jurista e ex-presidente do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda, considerando que "envergonhou irremediavelmente a sua própria reputação".
"Hoje, o Comité Nobel envergonhou irremediavelmente a sua própria reputação e rebaixou o outrora grandioso Prémio Nobel da Paz ao atribuí-lo a Navi Pillay", lê-se numa publicação na Truth Social, a rede social de Donald Trump.
No comentário, republicado pelo presidente norte-americano, destaca-se que "Pillay é uma assumida inimiga dos Estados Unidos e de Israel", que "celebrou terroristas e recompensou o Hamas".
"Conduziu uma falsa «investigação», alegando ter concluído que Israel cometeu genocídio e defendendo que fosse levado a tribunal.
Não tem credibilidade em nenhum meio minimamente sério e nunca fez absolutamente nada para promover a paz", atirou.
O utilizador, identificado como Schoenlaw, sublinhou que Donald Trump, por sua vez, "proporcionou os acordos de Abraão, que o mundo considerava impossíveis" e "trouxe os reféns [israelitas] de volta a casa quando tudo parecia perdido".
Além disso, "está a envidar todos os esforços para pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, travar o Irão - o principal patrocinador do terrorismo internacional - e procura reconstruir Gaza, apesar de todos os esforços dos terroristas para a controlar".
E atirou: "São precisamente este tipo de iniciativas que o Prémio Nobel da Paz foi criado para reconhecer e recompensar!!!" Navi Pillay vence Nobel da Paz: "Capacidade de resolver conflitos sem força ou violência" Sublinhe-se que o Comité Nobel noruguês anunciou esta sexta-feira que o Prémio Nobel da Paz 2026 foi atribuído a Navanethem "Navi" Pillay, jurista e ex-presidente do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda.
A sul-africana Pillay, de 85 anos, foi reconhecida pelos seus esforços na promoção da paz e do direito internacional, indicou o presidente do Comité Norueguês do Nobel, Jorgen Watne Frydnes.
Navi Pillay foi alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014 e, mais recentemente, liderou uma comissão da ONU que investigou violações de direitos humanos em Israel e nos territórios palestinianos.
Esta comissão acusou Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza.
"Num momento em que o número de guerras e conflitos está a aumentar e em que os juízes e as instituições de direito internacional estão sob ataque político, o Comité Nobel deseja lembrar que a capacidade de resolver conflitos sem força ou violência depende do Estado de Direito internacional", disse o presidente do comité no anúncio do prémio.
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