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Resiliência financeira global está a “chegar ao limite”, diz economista-chefe do FMI

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Resiliência financeira global está a “chegar ao limite”, diz economista-chefe do FMI

A economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Silvana Tenreyro, alertou hoje 13 de outubro que, apesar de a economia mundial ter resistido a “guerras, inflação e turbulência financeira”, este ano, essa capacidade de adaptação está a “chegar ao limite”.

Numa conferência de imprensa para anunciar o novo relatório World Economic Outlook, durante as Reuniões Anuais do FMI e do Banco Mundial em Banguecoque, Tenreyro defendeu que os governos mundiais “devem passar de uma lógica de resposta aos choques para uma estratégia de reconstrução”.

O FMI prevê um crescimento global de 3,1% em 2026, antes de acelerar para 3,4% em 2027, enquanto a inflação mundial deverá subir para 4,7% este ano e recuar para 4,1% no próximo.

Segundo Tenreyro, o aumento dos preços da energia e das matérias-primas associado aos conflitos geopolíticos está a travar a atividade económica, ao mesmo tempo que o boom da inteligência artificial (IA) impulsiona o comércio, o investimento e o crescimento.

“Estas forças da procura e da oferta puxam a atividade em direções opostas”, afirmou.

“Mas ambas exercem pressão ascendente sobre a inflação”, continuou.

A responsável alertou que a evolução da economia mundial está a tornar-se cada vez mais desigual.

Os países exportadores de energia e os mais integrados nas cadeias tecnológicas ligadas à IA deverão beneficiar, enquanto os importadores de energia e as economias menos expostas ao setor tecnológico enfrentam perspetivas mais difíceis.

O FMI identificou três riscos principais para os próximos anos: uma nova escalada dos preços da energia, uma eventual correção das expectativas em torno da inteligência artificial e o agravamento das fragilidades orçamentais.

Tenreyro salientou que os mercados energéticos conseguiram absorver parte do impacto dos conflitos graças ao redirecionamento dos fornecimentos, ao aumento da produção noutros países e aos ganhos de eficiência.

“Sem estas margens de ajustamento, estimamos que o crescimento mundial deste ano teria sido de 2,5% em vez de 3,1%”, disse a economista-chefe do FMI.

Contudo, advertiu que algumas dessas almofadas de proteção estão a enfraquecer.

“As reservas acumuladas e os ganhos de eficiência energética estão a chegar aos seus limites”, afirmou.

A economista destacou igualmente o papel da IA como motor do crescimento recente, mas alertou para os riscos de dependência excessiva.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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