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Economia

Um crédito novo paga 850 euros de prestação, mas a média nacional do conjunto é de 436

Jornal Económico ·
Um crédito novo paga 850 euros de prestação, mas a média nacional do conjunto é de 436

Existem duas prestações no crédito à habitação em Portugal e elas contam histórias que se contradizem.

A primeira é a prestação média do conjunto dos empréstimos em vigor, calculada pelo Banco de Portugal sobre todo o stock de contratos: 436 euros, valor máximo da série histórica, a subir há dez meses consecutivos.

A segunda é a prestação média de quem contrata hoje.

Nos dados do ComparaJá, chega aos 850 euros entre compradores com menos de 35 anos e aos 749 euros no grupo mais velho.

A distância entre os dois números é de quase o dobro e não resulta de nenhum erro de medição.

Resulta do que cada um mede.

A prestação do stock incorpora contratos assinados ao longo de três décadas, com valores de imóvel muito inferiores aos atuais e com capital já substancialmente amortizado.

A prestação dos novos contratos reflete os preços de hoje, os montantes de hoje e as taxas de hoje.

Uma é a fotografia do passado a envelhecer; a outra é a fotografia do presente.

A consequência mais relevante desta diferença é sobre a leitura pública dos dados.

Quando se noticia que a prestação média em Portugal atingiu um máximo histórico de 436 euros, a sensação transmitida é de esforço elevado mas gerível.

Quando uma família jovem faz contas para comprar casa e chega aos 850 euros, a distância entre a sua realidade e o indicador nacional é grande o suficiente para gerar a impressão de estar a fazer alguma coisa mal.

Não está: está a comprar no mercado de 2026, e o indicador nacional descreve maioritariamente o mercado de anos anteriores.

Há uma segunda consequência, com implicações para a política de habitação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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