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O ímpeto de Salazar e Cavaco, helicópteros na A2 e um “camelo” na A25. Como Portugal se tornou o rei das autoestradas

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O ímpeto de Salazar e Cavaco, helicópteros na A2 e um “camelo” na A25. Como Portugal se tornou o rei das autoestradas

“No próximo mês de dezembro, a A1 faz 35 anos”… se o calendário da obra tivesse sido cumprido, este texto começaria assim.

Contudo, o Governo de Aníbal Cavaco Silva ordenou à Brisa, controlada pelo Estado, a antecipação da conclusão da autoestrada do Norte a tempo das eleições legislativas de 6 de outubro de 1991.

A 13 de setembro de 1991, fará agora 35 anos, Cavaco ia a Condeixa-a-Nova cortar a fita da conclusão da A1 (a abertura ocorreu um dia depois), já com a sua primeira maioria absoluta prestes a terminar.

A 6 de outubro, formavam-se cortejos laranja em festa pelo país.

Cavaco era reeleito para a segunda maioria absoluta.

Uma década depois, quis o destino que fosse de novo um primeiro-ministro do PSD a inaugurar a segunda maior autoestrada do país, a A2, iniciada igualmente ainda em ditadura .

Bem que Ferro Rodrigues, candidato a primeiro-ministro em março de 2002 contra Durão Barroso (na sequência da saída prematura de Guterres de primeiro-ministro), tentou puxar os galões para a obra feita pelo PS, numa visita à fase final dos trabalhos do último troço da A2: “ enquanto em dez anos de Governo em que o dr.

Durão Barroso participou, apenas foram construídos nesta auto-estrada de ligação de Lisboa até ao Algarve, menos de 20 quilómetros, neste seis anos serão construídos cerca de 180 quilómetros “, disse o então secretário-geral socialista.

Em 1991, o Governo ordenou à Brisa que terminasse a autoestrada do Norte meses antes do previsto.

A 13 de setembro desse ano, 30 anos após Oliveira Salazar inaugurar o primeiro troço da A1, Cavaco Silva descerrou a placa.

No mês seguinte venceu a segunda maioria absoluta MANUEL MOURA/LUSA Contudo, ao contrário de Cavaco a 13 de setembro de 1991, na A2, Durão Barroso, primeiro-ministro havia apenas quatro meses, acabou por não ser o corta-fitas na cerimónia que estava já montada em Vilamoura em julho de 2002 – e para a qual estavam convidados, entre muitos outros, Cavaco e Ferreira do Amaral, e Guterres e Jorge Coelho – porque na véspera da abertura até à Via do Infante (A22), dois trabalhadores faleceram na obra, tendo a festa ficado sem efeito.

António Almeida Mendes, engenheiro responsável pelas “obras de arte” (nome técnico para pontes e viadutos) na A1 e pelas obras nos lanços a Sul de Grândola na A2, tem na memória a data da conclusão das duas principais autoestradas do país.

A corrida contra o tempo para fechar a A1 entre Leiria e Condeixa-a-Nova, 30 anos após a abertura do primeiro troço , foi especialmente desafiante.

“ Houve ordem de antecipar o prazo .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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