Bulgária pede à NATO caças e sistemas antidrones para reforçar a sua defesa
O ministro da Defesa da Bulgária, Dimitar Stoyanov, pediu esta sexta-feira à NATO caças, sistemas de defesa aérea e sistemas antidrones para combater os ataques contra navios no mar Negro.
Numa conferência de imprensa, Stoyanov destacou que os ataques no mar Negro estão a intensificar-se de dia para dia, o que evidencia “a importância de modernizar as Forças Armadas da Bulgária e de ampliar as suas capacidades defensivas” , citado pela agência de notícias BGNES.
NATO convoca reunião de crise após ataques no Mar Negro Ler Mais “Solicitamos meios aéreos, sistemas de mísseis terra-ar, sistemas antidrones e patrulhas aéreas.
Em suma, toda a panóplia de recursos disponíveis”, explicou o ministro, acrescentando que os pedidos visam garantir uma “presença forte” na região afetada .
No entanto, Stoyanov salientou que ainda não se sabe que tipo de ajuda o país poderá receber, referindo que a Bulgária “tem necessidades semelhantes às dos países bálticos”.
“Espero uma resposta rápida e um reforço das nossas capacidades”, afirmou, destacando a necessidade de implementar um “plano de ação comum”.
NATO mantém alertas após ataques a navios perto da Bulgária Ler Mais Stoyanov declarou que “não é possível garantir a segurança absoluta no mar Negro, nem mesmo com as forças e equipamentos aliados posicionados na região”, acrescentando que “tanto a Rússia como a Ucrânia possuem tecnologia avançada e continuam a sofrer ataques com drones e mísseis”.
“ Uma segurança a 100% é impossível .
A Bulgária está a utilizar as suas forças e equipamentos de vigilância disponíveis”, continuou o ministro búlgaro, sublinhando que o objetivo é “reduzir os riscos ao máximo”.
Sobre a eventual autoria dos ataques que se têm vindo a registar contra os navios no mar Negro, sublinhou que “a falta de uma identificação definitiva sobre quem realiza os ataques não pode servir de justificação para a inação ou a falta de preparação”.
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