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Cimeira na Mongólia termina sem acordo global para o combate à seca

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Cimeira na Mongólia termina sem acordo global para o combate à seca

A pós intensas negociações, as partes (196 países e a União Europeia) decidiram adiar o acordo global sobre a seca para a próxima cimeira, a decorrer em 2028 no Egito.

Na Mongólia, os participantes conseguiram mobilizar 1,3 mil milhões de dólares de financiamento, maioritariamente público, para a recuperação de terras e a resistência à seca em 23 países, sendo que o grosso do investimento a ser realizado se destina a pastagens.

A ONU estima que a degradação de terras já afeta 40% da superfície do planeta e que se nada for feito para a travar haverá até 2050 mais 11% de terras degradadas, uma extensão equivalente à América do Sul, com graves consequências para o clima, biodiversidade e a produção de alimentos.

Segundo as Nações Unidas, a seca aumentou 30% no mundo desde 2000 e afetará três em cada quatro pessoas em 2050.

No capítulo do combate a este flagelo, a cimeira lançou um fundo de investimento para a resistência à seca, que visa mobilizar 400 milhões de dólares (343 milhões de euros) de capital privado para financiar projetos.

O ministro mongol do Meio Ambiente e das Alterações Climáticas, Sandag-Ochir Tsend, salientou, na conferência de imprensa de encerramento da cimeira, que seria necessário mais dinheiro, na ordem dos 355 mil milhões de dólares (304 mil milhões de euros) anuais para combater no mundo a degradação de terras, a desertificação e a seca, em vez dos 77 mil milhões de dólares (66 mil milhões de euros) mobilizados atualmente todos os anos.

A 17.ª Conferência das Partes da Convenção da ONU para o Combate à Desertificação (COP17) decorreu durante duas semanas em Ulan Bator, capital da Mongólia.

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