Ataques ucranianos deixam Rússia com falta de combustível
"A lexandr Novak instruiu os organismos competentes e as empresas do setor a tomarem medidas para abastecer plenamente o mercado interno com produtos petrolíferos e garantir um abastecimento estável às regiões", indicou o governo russo num comunicado, ao informar sobre uma reunião dedicada à situação dos combustíveis na Rússia.
Segundo o Conselho de Ministros russo, Novak "salientou a necessidade de ter em conta os possíveis fatores de risco no planeamento a longo prazo, que deve prever respostas oportunas, tais como o aumento da produção de derivados de petróleo e o ajustamento dos volumes de importação de combustível".
Durante a reunião, na qual participaram também o ministro da Energia russo, Serguei Tsiviliov, e representantes da Duma (câmara baixa do parlamento russo), dos ministérios da Agricultura e dos Transportes e de outras instituições, foi apresentado um relatório sobre o mercado de combustíveis, as suas reservas e os níveis de produção.
Os ataques ucranianos contínuos contra refinarias russas prejudicaram a produção de gasolina e gasóleo e provocaram um défice de combustível na Rússia, traduzindo-se num aumento dos preços destes produtos e em longas filas nos postos de abastecimento.
Este bombardeamento foi descrito pelo autarca da capital russa, Sergei Sobyanin, como o "maior ataque de sempre" contra Moscovo.
Numa primeira reação, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou que os resultados "demonstram um nível excecional de coesão da sociedade russa em torno" de Putin.
Os resultados de mais de 95% das assembleias de voto atribuíram ao RU cerca de 58% dos votos para os 225 lugares distribuídos por listas partidárias, de acordo com a Comissão Eleitoral Central.
Outros 225 deputados foram escolhidos em círculos uninominais, e os resultados mostraram os candidatos do partido afeto ao Kremlin (presidência) a liderar em 208 dessas disputas, noticiou a agência norte-americana AP.
As autoridades eleitorais afirmaram que nestas legislativas registaram um recorde de afluência às urnas, que ultrapassou oficialmente os 59%.
"Trata-se, precisamente, da taxa de participação mais elevada de sempre registada em eleições deste nível", afirmou a presidente da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova.
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