Itália prolonga controlos a viajantes de Espanha. Madrid retalia
O executivo de direita e extrema-direita liderado por Giorgia Meloni havia decidido a 01 de agosto suspender o Acordo de Schengen de livre circulação de pessoas com Espanha na sequência da crise migratória em Ceuta, ocorrida no final de julho, e a 31 de agosto prorrogou a medida uma primeira vez, por 15 dias.
O Governo socialista de Pedro Sánchez considerou que se mantêm as circunstâncias que motivaram a adoção desta medida, pelo que decidiu prolongá-la até 08 de outubro, "sem prejuízo de que uma alteração dessas circunstâncias possa aconselhar uma modificação do prazo previsto".
Madrid e os partidos da oposição italianos criticaram veementemente a suspensão, por parte do Governo de Meloni, dos acordos de Schengen com Espanha, classificando-a de propaganda, uma vez que a entrada no enclave de Ceuta não confere automaticamente acesso ao espaço Schengen, além de que a Itália não faz fronteira com Espanha.
A crise em Ceuta ocorreu no final de julho, quando mais de 70.000 migrantes entraram irregularmente na cidade autónoma espanhola, num período de 24 horas, tendo a grande maioria regressado a Marrocos nos dias seguintes.
As autoridades espanholas estimam que permaneçam em Ceuta 5.000 migrantes, 1.200 das quais menores de idade.
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