Clima e saúde: novos desafios à segurabilidade
As alterações climáticas estão a alargar o perímetro da análise de risco no setor segurador.
Para além dos danos sobre edifícios, infraestruturas e investimentos, importa compreender como a transformação das condições ambientais afeta a saúde humana, a mortalidade, a morbilidade e a longevidade — e como estes efeitos se transmitem para as responsabilidades das seguradoras e dos sistemas de pensões.
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Risco climático e impacto na saúde Esta evolução encontra expressão no relatório publicado pela Autoridade Europeia dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma (EIOPA), em 30 de setembro de 2026 1 , sobre os impactos das alterações climáticas nos seguros de Vida e Saúde e nas instituições de realização de planos de pensões profissionais.
O documento identifica o calor extremo como o principal risco climático associado às responsabilidades destes setores, antecipando que a sua materialidade poderá aumentar nas próximas décadas.
A dimensão do problema é expressiva: segundo o relatório, as ondas de calor representaram 97% das mortes associadas a eventos meteorológicos e climáticos extremos na UE-27 entre 1980 e 2024.
O documento identifica ainda os incêndios, a exposição ao fumo e a possível expansão de doenças transmitidas por vetores como fatores relevantes para a saúde da população.
A resposta da indústria seguradora exige também uma reflexão sobre a inovação médica, a evolução dos custos de saúde e os seus efeitos nos compromissos futuros.
Na Health & Demography Conference 2026, promovida pela The Geneva Association, a 17 de setembro 2 , destacou-se a importância de abordagens baseadas na evidência, da afetação eficiente de recursos e da transição de estratégias de rastreio generalizado ( population-wide scanning ) para tratamentos direcionados (t argeted treatment ).
Esta reflexão articula-se com o debate sobre a economia da saúde e da longevidade no Cascais International Health Forum 2026, subordinado ao tema “Viver Mais, Viver Melhor”, realizado a 24 de setembro 3 .
Viver mais anos não constitui, por si só, um indicador suficiente de progresso: importa considerar o estado de saúde, a autonomia e a qualidade de vida ao longo do envelhecimento, bem como as implicações para a produtividade, a despesa em saúde e a sustentabilidade dos sistemas de proteção social e seguradora, num contexto de sociedades longevas.
Neste contexto, as alterações climáticas introduzem uma variável adicional na avaliação dos riscos de saúde, podendo alterar os padrões de mortalidade e morbilidade e, por essa via, os pressupostos dos produtos seguradores, as responsabilidades futuras e a avaliação da solvência.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.