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Deputados japoneses viajam para Pequim após aumento de tensões devido a Taiwan

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Deputados japoneses viajam para Pequim após aumento de tensões devido a Taiwan

Um grupo de deputados japoneses viajou hoje para Pequim para se reunir com responsáveis chineses, pela primeira vez desde que as relações bilaterais se deterioraram, após comentários da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre Taiwan.

A delegação vai reunir-se com responsáveis do Partido Comunista Chinês durante a visita, que se estende até quinta-feira.

O grupo inclui Gaku Hashimoto, deputado do Partido Liberal Democrático (PLD), atualmente no poder, e antigo vice-ministro da Saúde e Bem-Estar, e um deputado de cada um dos partidos da oposição Komeito e Aliança Centrista Reformista (CRA, na sigla em inglês).

"A comunicação foi interrompida em todas as áreas e estamos a começar a ver o impacto disto em muitos setores", disse Shinichi Isa, um dos porta-vozes do partido CRA.

"Espero que possamos encontrar de alguma forma uma pista para reiniciar o diálogo", acrescentou o dirigente, aos jornalistas antes de deixar o aeroporto de Haneda, em Tóquio.

Isa, que serviu como diplomata na Embaixada do Japão na China, escreveu na rede social X, no início de agosto, que os laços bilaterais atingiram o seu pior nível desde a normalização das relações em 1972.

O deputado escreveu que as autoridades sempre mantiveram a comunicação, mesmo durante os momentos mais difíceis anteriores: "Agora, todos os canais entre as autoridades e os ministérios foram cortados."

A situação não é do interesse nacional de nenhum dos lados, disse Isa na altura, e o lado chinês aceitou um pedido dos deputados japoneses para uma "janela para o diálogo".

As tensões entre a China e o Japão intensificaram-se no final de 2025, quando Sanae Takaichi sugeriu que as forças japonesas poderiam intervir no caso de um conflito em Taiwan.

Em 15 de agosto, o Governo da China apresentou uma queixa formal ao Japão, após a visita de vários ministros, incluindo o titular da Defesa, Shinjiro Koizumi, ao santuário Yasukuni, considerado um símbolo do passado militarista do país.

Koizumi costuma visitar o santuário, em Tóquio, anualmente para assinalar o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) no Japão, a 15 de agosto, e noutras ocasiões.

O ministro de Estado para Okinawa e Territórios do Norte, Hitoshi Kikawada, visitou também Yasukuni, enquanto a primeira-ministra Sanae Takaichi, conhecida por ter visões revisionistas sobre o passado militarista do Japão, enviou uma oferenda.

O santuário xintoísta em Tóquio presta homenagem aos cerca de 2,5 milhões de soldados que morreram em conflitos travados pelo Japão, mas também honra a memória de 14 oficiais e políticos japoneses condenados por crimes de guerra por um tribunal internacional após a Segunda Guerra Mundial.

Em comunicado, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China realçou que Yasukuni é, na realidade, um local dedicado a "criminosos de guerra".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.

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