Procura de quartos cresce 27% e oferta cai 11%, mas preços resistem
Há uma altura na vida em que a palavra “quarto” deixa de significar o espaço onde se deixou a mochila da escola e passa a significar uma estratégia financeira.
Não é necessariamente o plano A, nem sequer o plano B.
É, muitas vezes, aquilo que sobra quando fazer contas à renda de uma casa inteira deixa de ser uma operação matemática e passa a ser ficção.
Os números do segundo trimestre de 2026 mostram precisamente isso.
Segundo uma análise do idealista, a procura por quartos em casas partilhadas aumentou 27% em Portugal face ao mesmo período do ano passado, enquanto a oferta diminuiu 11%.
E, apesar desta pressão, o preço mediano dos quartos subiu apenas 1% a nível nacional.
A aparente calma dos preços esconde, contudo, mercados onde a pressão é bem mais visível.
Lisboa continua no topo dos preços Lisboa mantém o título pouco invejável de cidade mais cara para arrendar um quarto: cerca de 550 euros por mês.
O valor manteve-se estável face ao ano anterior, mas continua a representar uma fatia considerável do rendimento de quem está a começar a trabalhar — ou simplesmente de quem já percebeu que viver sozinho na capital é uma espécie de luxo.
Segue-se o Funchal, com 500 euros mensais, e o Porto, onde um quarto custa cerca de 450 euros.
Ponta Delgada surge com 430 euros e Faro com 420 euros.
Setúbal ronda os 400 euros, enquanto Évora fica nos 370 euros.
Aveiro e Viana do Castelo apresentam um preço mediano de 360 euros e Braga de 350 euros.
Na cidade dos estudantes, Coimbra, um quarto custa cerca de 335 euros por mês.
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