Antigo mufti sírio próximo de Al-Assad condenado a prisão perpétua
E sta condenação é a décima de uma figura do regime de Assad pelas novas autoridades islamistas.
O antigo mufti, que ocupou este cargo religioso durante 16 anos, era conhecido pela proximidade com Al-Assad, aparecendo repetidamente ao lado do ex-presidente em ocasiões religiosas.
O tribunal de Damasco condenou o arguido, na sua presença, a prisão perpétua por ter "incitado à guerra civil e aos confrontos confessionais".
O tribunal também lhe aplicou outras penas de prisão que variam entre três e 20 anos por "incitamento intencional ao homicídio", "participação direta" em homicídios e por ter incitado o "ódio confessional e racial".
Trata-se da primeira sentença proferida contra uma autoridade religiosa no âmbito dos processos instaurados contra Bashar al-Assad e figuras a ele ligadas.
A 11 de agosto, o ex-presidente, que fugiu para a Rússia depois de ter sido deposto em dezembro de 2024, o irmão Maher e cinco ex-responsáveis pela segurança foram condenados à morte à revelia por crimes cometidos durante a guerra civil (2011-2024).
Além disso, a justiça síria condenou à morte, na presença dos próprios arguidos, o antigo responsável pela segurança Atif Najib, bem como Wassim el-Assad, primo do presidente deposto.
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