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Mota-Engil aumenta lucros em 24% para 74 milhões

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Mota-Engil aumenta lucros em 24% para 74 milhões

A Mota-Engil registou um resultado líquido atribuível de 74 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, uma subida de 24% face aos 59 milhões alcançados no mesmo período do ano anterior.

O crescimento dos lucros superou a evolução da atividade e foi acompanhado por uma melhoria das margens operacionais, de acordo com um comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo a apresentação de resultados divulgada esta quinta-feira, a melhoria refletiu a seleção de projetos com maior rentabilidade e a crescente contribuição de empreitadas com margens mais elevadas.

O volume de negócios aumentou 6%, para 2.898 milhões de euros, com crescimento em todos os segmentos e uma maior contribuição de África e da América Latina.

Já o EBITDA avançou 10%, para 487 milhões de euros, enquanto a margem EBITDA subiu de 16% para 17%.

O resultado operacional, medido pelo EBIT, cresceu 5%, para 313 milhões de euros.

Já o resultado financeiro líquido deteriorou-se de 121 milhões negativos para 135 milhões negativos, num período em que a taxa de juro média do grupo, incluindo operações de leasing e factoring, se situou em 7,1%.

As empresas associadas contribuíram negativamente com dois milhões de euros, contra uma perda de cinco milhões no primeiro semestre de 2025.

A Mota-Engil explica esta evolução pelo desempenho de ativos concessionais maduros, que compensou parcialmente o impacto da fase inicial do Corredor do Lobito, em Angola, e de novas concessões no México.

Carteira de encomendas atinge novo máximo A carteira de encomendas da Mota-Engil aumentou 10% desde dezembro e atingiu 17.714 milhões de euros no final de junho, equivalente a 3,2 vezes o volume de negócios dos últimos 12 meses.

O valor representa um novo máximo para o grupo e dá visibilidade à atividade nos próximos anos.

A empresa destaca contratos de engenharia e construção em Portugal, México, Nigéria e Peru, além de novos projetos nas áreas dos recursos naturais e da circularidade.

A expansão da carteira aumenta, contudo, as necessidades de execução e financiamento.

A dívida líquida, excluindo leasing e factoring, subiu de 1.941 milhões de euros no final de 2025 para 1.990 milhões no final de junho.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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