3h. Incêndio de Arouca está novamente ativo
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Boa noite. Começamos com os incêndios. O fogo de Arouca está novamente ativo, depois de ter entrado em fase de resolução no início desta quinta-feira. O incêndio deflagrou segunda-feira à noite. De acordo com o site da Proteção Civil, voltou a estar ativo nesta madrugada. É combatido, por esta hora, por quase 300 operacionais e perto de uma centena de meios terrestres. Isto numa altura em que três dos bombeiros que ficaram feridos neste incêndio estão em estado crítico, informação avançada pela Unidade Local de Saúde de Santa Maria da Feira à Agência Lusa no início da noite. Na madrugada passada, quatro bombeiros da Corporação de Arouca ficaram feridos quando se deslocavam para o incêndio. Quanto ao quarto bombeiro, já foi operado e permanece no serviço de urgência do hospital. Nova polêmica em torno do ministro da Administração Interna. Luís Neves tem conduzido um carro emprestado pela PJ, apesar de ter um motorista e um carro do governo. A informação é avançada pela TVI CNN e pelo jornal "Nascer do Sol", que revelam que quando era diretor nacional da PJ, Luís Neves conduzia um Volkswagen Golf apreendido pela Judiciária. Quando tomou posse como ministro, em fevereiro, pediu essa mesma viatura emprestada à PJ, num regime de comodato temporário, ou seja, um empréstimo gratuito, sem nada em troca. A própria PJ confirma que um contrato foi celebrado com o gabinete do ministro. A TVI CNN diz que este mesmo carro se encontra estacionado à porta da casa do ministro e a reportagem explica que o conduz sem motorista ou qualquer tipo de segurança. Avançam ainda que o ministro explica que tem este carro para usar em circunstâncias excepcionais e urgentes. Na análise, o advogado Miguel Matias diz que os argumentos invocados pelo ministro da Administração Interna não têm cabimento.
Esse tipo de argumentos que o senhor ministro já utilizou várias vezes, nomeadamente no que tange ao outro lado, que foi para poupar dinheiro ao Estado, que ele o colocou lá no armazém do amigo, não são permitidos e não têm qualquer justificação. Não é razão dizer que é para poupar dinheiro ao Estado que faz uma coisa dessas. Nós temos operacionais próprios para o exercício de funções, são pagos pelo erário público para isso, são preparados para isso.
Já sobre a questão do comodato, regime ao abrigo do qual Luís Neves utiliza a viatura, o advogado Miguel Matias diz que, em princípio, não há qualquer problema.
O veículo, para ser comodatado aos dirigentes, é porque é propriedade da Polícia Judiciária, neste caso, do Estado. Estamos a falar de um veículo do mesmo ente, isto é, do Estado, que transita do diretor nacional da Polícia Judiciária para o ministro da Administração Interna, mas a propriedade permanece do mesmo. Por acaso é a mesma pessoa, até poderia ser outra. Poderia o ministro não ser a mesma pessoa que era o diretor nacional da Polícia Judiciária e o veículo ser o mesmo. Portanto, aí não me parece que haja problema nenhum.
Explicações do advogado Miguel Matias à Rádio Observador. Falamos agora do orçamento de Estado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.