'Da Ciência ao Amor' – uma leitura de verão
Gosto de ler e aprender sobre novos temas.
Mas confesso que, durante a azáfama do trabalho, o tempo para leituras extratrabalho é limitado.
O verão proporciona-me a oportunidade de ler mais, e de enveredar por temas e estilos diferentes do que normalmente leio.
Há livros que não procuramos, mas que nos encontram.
Há livros que não procuram apenas transmitir conhecimento: procuram interrogar os limites do que sabemos.
Da Ciência ao Amor – Pelo esclarecimento espiritual , de Luís Portela, é um desses livros.
Ao longo das suas páginas, o autor aborda temas difíceis, controversos, mas profundamente humanos, como as experiências de quase-morte, a mediunidade, a telepatia, a psicocinese, as chamadas vidas sucessivas, a auto-cura, a felicidade e a espiritualidade.
Confesso que são temas sobre os quais sei pouco – talvez demasiado pouco.
O livro parte de uma constatação que nos faz sentir pequenos: o extraordinário desenvolvimento científico e tecnológico das últimas décadas não resolveu todas as inquietações humanas, que subsistem provavelmente desde que existem seres humanos.
É certo que conhecemos hoje muito mais sobre o corpo, o cérebro e os mecanismos da doença, mas continuamos a confrontar-nos com perguntas essenciais sobre a consciência, a identidade, a morte, a relação com os outros e o sentido da existência.
É nesse espaço de interrogação que Luís Portela situa a sua reflexão.
Enquanto cientista, admito que por vezes sou cético sobre estes temas.
No entanto, reconheço a importância de manter uma atitude de abertura perante aquilo que ainda não compreendemos.
A história da ciência mostra-nos que muitas realidades hoje consensuais foram, em tempos, consideradas impossíveis ou improváveis.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.