Papa Leão XIV denuncia mercantilização da água e apela à oração
N a mensagem transmitida na oração da iniciativa "Reze com o Papa", dedicada este mês ao cuidado com a água, o pontífice destacou que a água é um bem escasso, inseguro ou inacessível para milhões de pessoas, que a humanidade deve aprender a preservar "com gratidão, justiça e responsabilidade".
Na oração, Leão XIV pediu perdão a Deus por a água se ter tornado "mercadoria, esquecendo-se de que é um dom universal, um direito sem fronteiras", e expressou pesar por "tantos irmãos e irmãs que não têm água limpa, que caminham quilómetros para encontrá-la e que adoecem devido à sua escassez".
Na oração de setembro divulgada por vídeo, Robert Prevost, nome de batismo, conclui pedindo aos fiéis a sua transformação em "peregrinos do essencial", capazes de viver com sobriedade, denunciar o desperdício e a poluição, e defender o direito de cada pessoa de beber água sem medo e sem desigualdade.
Uma em cada quatro pessoas no mundo "ainda não tem acesso a água potável segura e comunidades e nações inteiras precisam de ação em prol do cuidado com a água, um alívio abençoado", destacou.
Cerca de 2,1 mil milhões de pessoas não têm acesso seguro a água potável e 106 milhões dependem diretamente de rios, lagos ou outras águas superficiais não tratadas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da UNICEF.
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