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Marsh Portugal projeta aumentos salariais na casa dos 3,3% em 2027

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Marsh Portugal projeta aumentos salariais na casa dos 3,3% em 2027

Os aumentos salariais observados em 2026 foram, em média, entre 3,3% e 3,4%, prevendo-se para 2027 moderação, com a média a manter-se próxima dos 3,3%, mas com a mediana em 3% (3,5% em 2026), revela o estudo Total Compensation 2026 da Marsh Portugal, divulgado esta terça-feira, 15.

“Uma análise da variação efetiva dos salários entre 2025 e 2026 reforça a tendência de “achatamento salarial” que se vinha a verificar”, conclui.

De acordo com o estudo, no mercado geral, em média, os salários registaram uma variação de 4,1%, no período em análise, alimentada sobretudo por um crescimento (6,5%) em funções mais operacionais, enquanto que, para os restantes grupos funcionais se observa uma média de 1,3%.

O “achatamento” da estrutura salarial, explica a Marsh Portugal, poderá estar relacionado, entre outros fatores, com a evolução do salário mínimo nacional, que coloca uma pressão significativa sobre os aumentos em funções mais operacionais.

Ao crescerem a um ritmo superior ao registado nos restantes níveis funcionais, contribuem para uma redução relativa das diferenças de remuneração entre níveis de responsabilidade.

“O que se observa é quase um ritmo de crescimento dos salários a duas velocidades.

Para as organizações, sobretudo em setores em que a base operacional é muito significativa, é cada vez mais desafiante gerir a revisão salarial e assegurar a capacidade de diferenciar através da remuneração diferentes níveis de responsabilidade.

É por isso que falamos de achatamento, porque a diferenciação entre níveis tem diminuído”, explica Marta Dias, Rewards Leader da Marsh Portugal.

Neste contexto, o estudo destaca que o conceito de “incremento diferenciado” é uma orientação cada vez mais seguida pelas empresas.

Ou seja, há cada vez mais uma separação entre os aumentos salariais gerais e os que são atribuídos por mérito.

Por isso, o desempenho individual é atualmente um fator primário considerado pelas empresas para suportar as suas decisões durante o processo de revisão salarial.

A maior parte das empresas que participou no estudo realiza a revisão salarial nos meses de janeiro, março e abril.

A maioria das empresas que participou no estudo prevê, este ano e no próximo, aumentar ou manter o número de colaboradores.

De acordo com os resultados do estudo, que envolveu empresas nacionais e internacionais com atividade em Portugal, este ano 22% das organizações prevê aumentar o número de colaboradores, enquanto 58% espera manter a dimensão atual da sua força de trabalho.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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