Líder de Taiwan apela às democracias do Indo-Pacífico a que ajudem a manter a paz na região
O presidente taiwanês Lai Ching-te afirmou que a ilha acolhe com agrado o diálogo entre a China e os Estados Unidos para gerir a rivalidade entre os dois países e reduzir o risco de conflito e guerra, mas salientou que a manutenção da paz exige uma compreensão correta da história.
“Tem de haver respeito pelo direito do povo de Taiwan à existência”, afirmou.
“As democracias da região do Indo-Pacífico devem unir forças para garantir que o ‘status quo’ de paz e estabilidade na região não seja alterado”, acrescentou.
Taiwan tem enfrentado uma pressão militar e política crescente por parte da China, que encara a ilha como uma província separatista, não excluindo a sua reconquista pela força.
Em setembro, o presidente chinês Xi Jinping afirmou ao homólogo norte-americano, Donald Trump, que espera que os Estados Unidos adiram à “posição correta de se oporem à ‘independência de Taiwan’” durante uma visita oficial a Washington.
Lai afirmou que a China tem exercido pressão numa tentativa de alterar o ‘status quo’ no Estreito de Taiwan e que a “determinação” da ilha não se resume apenas à própria sobrevivência face à “expansão autoritária”.
Trata-se também de saber se a comunidade internacional ainda acredita que a força não pode sobrepor-se às regras, afirmou.
A China e Taiwan são governadas separadamente desde 1949, quando uma guerra civil levou o Partido Comunista de Mao Tsé-Tung ao poder em Pequim.
As forças derrotadas do Partido Nacionalista, lideradas por Chiang Kai-shek, refugiaram-se em Taiwan.
Desde então, a ilha tem funcionado com o seu próprio governo.
A China tem pressionado Washington para que suspenda a venda de armas a Taiwan, sobretudo durante uma cimeira realizada em maio, em Pequim, entre Trump e Xi.
Após essa reunião, um pacote recorde de 14 mil milhões de dólares em armas destinado à ilha foi suspenso.
Lai afirmou que o aumento do investimento de Taiwan na defesa visa dissuadir a guerra, não constituir uma provocação.
“Estamos a reforçar a nossa autodefesa não para abandonar o diálogo, mas para garantir que o diálogo possa decorrer com base na paridade e na dignidade”, afirmou.
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