Montenegro acusa extrema-esquerda de tentar recriar clima de indignação
O primeiro-ministro acusou hoje movimentos e partidos de extrema-esquerda de pretenderem recriar em Portugal um clima de indignação social, como acontece em Espanha após a recente morte da idosa Maricarmen, que tinha sido vítima de despejo.
A referência ao caso de Maricarmen, de Madrid, que morreu aos 87 anos, foi feita no debate quinzenal, na Assembleia da República, pelo líder parlamentar do CDS, Paulo Núncio, que perguntou ao primeiro-ministro se, em Portugal, é possível um cidadão com mais de 65 anos ser alvo de despejo.
Na resposta, o líder do executivo frisou que com a atual lei do arrendamento urbano, ou mesmo com aquela que o seu Governo apresentou ao Parlamento – e que aguarda debate na especialidade -, o despejo de que foi vítima Maricarmen "não era possível ocorrer em Portugal".
"Há uma proteção absoluta de circunstâncias similares a essa", declarou.
Luís Montenegro disse recusar-se a comentar o que se está a passar em Espanha.
Mas o primeiro-ministro manifestou a sua convicção de que "os partidos mais à esquerda neste Parlamento querem tentar tudo para ver se conseguem recriar alguns movimentos de indignação social".
Antes, Paulo Núncio não tinha apenas criticado a extrema-esquerda, tendo estendido o seu ataque ao próprio Governo socialista espanhol.
"O caso [Maricarmen] foi instrumentalizado de forma populista pelo Governo socialista espanhol, que usou a comunicação social para desviar as atenções do caso de Ceuta e dos inúmeros casos de corrupção que estão a afetar o PSOE", declarou.
Acompanhe AO MINUTO o debate quinzenal desta sexta-feira, 9 de outubro, cujo tema central deverá ser o Orçamento do Estado para 2027, cuja proposta foi apresentada ontem.
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