As notícias das 15h
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Miguel Cordeiro. Começamos este jornal das 15h com a notícia de quatro portugueses entre os desaparecidos no Nepal.
Uma atualização do Ministério dos Negócios Estrangeiros português. Aconteceu na última hora esta atualização. São mais dois portugueses nesta lista de desaparecidos. No caso das pessoas com cidadania portuguesa, são três homens e uma mulher. Há cerca de 1500 pessoas desaparecidas no Nepal, com 30 nacionalidades. Isto na fronteira entre o Nepal e o Tibete. Sobe também, é uma atualização já do início desta tarde, para 335 o número de mortos na enxurrada de ontem à tarde. A atualização foi feita pelas autoridades nepalesas e nesta altura decorrem ainda em vários locais afetados por esta enxurrada as buscas de salvamento nesta região. Os apoios também estão a surgir. Já na última hora foi anunciado um apoio australiano com equipas de resgate para esta região. Os Estados Unidos da América já tinham anunciado um apoio de 500 mil dólares e os britânicos um apoio a valer 5,5 milhões de euros. Portugal não prevê, para já, o envio de ajuda humanitária ou de equipas de resgate. Isto foi referido pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, esta manhã na Rádio Observador.
Para já, não temos nenhuma decisão neste sentido. Iremos acompanhar a situação e oportunamente veremos se temos condições para o fazer ou não, mas para já não temos nada decidido.
As declarações do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas esta manhã na Rádio Observador.
O médico especialista em cenários de catástrofe, Nelson Olin, diz que neste momento, no Nepal, é prioritário disponibilizar água potável, abrigo e assistência médica aos feridos.
O diretor do Instituto de Medicina Humanitária, Conflito e Catástrofes da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, disse nos últimos minutos à Rádio Observador que é necessário mobilizar meios aéreos para conseguir levar ajuda rapidamente.
Tem que haver uma grande mobilização do ponto de vista de meios aéreos para chegar às populações, para lhes dar aquilo que são as grandes prioridades neste momento, que é abrigo e água potável. Ao mesmo tempo que se continuam as operações de buscas de salvamento, porque obviamente é preciso identificar tudo o que sejam potenciais sobreviventes, estes continuam a ser uma prioridade, mas temos que começar a olhar para aqueles que claramente sobreviveram.
Nelson Olin, médico especialista em situações de catástrofes, refere também que a destruição provocou o isolamento de várias populações e que há dificuldade em chegar perto das pessoas. Nelson Olin diz que, nesse sentido, a estratégia das autoridades e das entidades humanitárias passa por colocar a assistência mais perto da população.
A destruição de pontes, estradas e vias de acesso fez com que uma série de populações ao longo dos rios ficasse completamente isolada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.