Trump na ONU. O discurso que fez sair a delegação cubana explicado por pontos
Numa altura particularmente frágil da sua presidência, Trump foi comedido para os padrões a que nos foi habituando.
Contudo, importa assinalar a dictomia de que em sede das Nações Unidas prometeu”aniquilar” outro país.
Donald Trump discursou perante os líderes mundiais reunidos em Nova Iorque, numa intervenção que começou em tom de comício eleitoral para mostrar que o país “nunca foi tão respeitado.” Abriu com a economia, a imigração e a criminalidade: “Antes de eu tomar posse, tínhamos a fronteira pior e mais perigosa do mundo, e agora temos a fronteira mais segura da história americana”, disse, garantindo que “nos últimos 16 meses, zero imigrantes ilegais foram admitidos nos Estados Unidos.” Irão: “aniquilar” ou fazer acordo Trump questionou a possibilidade de um acordo que permita ao país “reconstruir-se e tornar-se um país muito maior do que alguma vez foi, talvez um dos maiores do Médio Oriente ou até do mundo”, ou “aniquilar a República Islâmica, e fazê-lo rapidamente, sem nunca lhes dar hipótese de voltar a matar e destruir pessoas e países.” Foi mais longe: “Vou levá-los para o inferno, sem hipótese de sobrevivência e sem esperança de grandeza futura para as próximas gerações?” Ainda assim, disse acreditar que um acordo virá depois das eleições intercalares de novembro, sugerindo que Teerão está a jogar à espera: “Estão à espera para ver como me vai correr nas eleições intercalares.
O que eles não percebem é que eu não sou candidato”, afirmou, sublinhando que “não dou qualquer crédito, e não vou dar, às eleições quando se trata do Irão.
Nem me passa pela cabeça.
A única coisa que me interessa é que o Irão nunca terá uma arma nuclear.” Também agradeceu ao Conselho de Segurança da ONU “por ter votado esmagadoramente a favor de uma resolução a condenar os ataques terroristas desprezíveis do Irão a navios comerciais”, acrescentando que “agora temos de estar igualmente unidos a manter a pressão.” Trump reivindicou o mérito de ter agido onde outros falharam: “Não acredito em deixar os problemas apodrecer.
Só se tornam mais difíceis de resolver.
Por isso, enquanto outros falavam, eu agi; enquanto outros falavam de paz, eu fiz paz; enquanto outros ignoravam ameaças, eu enfrentei-as.” Chamou ao Irão “o número um patrocinador do terror” e disse que, ao contrário do passado, o país “já não é o valentão” do Médio Oriente: “Eram os valentões do Médio Oriente, mas já não são.” Trump nunca especificou o que exigirá num eventual acordo de paz, se garantias sobre o programa nuclear bastam, ou se quer também compromissos sobre mísseis e drones, ou apenas a reabertura irrestrita do Estreito de Ormuz.
Há também a possibilidade, não confirmada, de um encontro histórico entre Trump e o Presidente iraniano Masoud Pezeshkian em Nova Iorque.
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