Ministro de Defesa da Estónia demite-se após litígio com munições para a Ucrânia
O ministro da Defesa da Estónia, Hanno Pevkur, demitiu-se após um contrato de munições para a Ucrânia, comprado com fundos europeus a uma empresa indiana, ter sido alvo de litígio judicial.
“Um dirigente deve ter a grandeza e a coragem de assumir a responsabilidade mesmo quando esta não é pessoal, mas serve um objetivo maior: a defesa do Estado.
Assim, embora o ministro não conte meias nem munições, nem conduza negociações contratuais, as observações do Tribunal de Contas, sobretudo relativamente à atuação das Forças de Defesa e do Centro Estatal de Investimento na Defesa (RKIK), levantam a questão da responsabilidade política.
Por isso, considero correto assumir hoje a responsabilidade política por todo o setor da defesa e passar a pasta de ministro da Defesa ao primeiro-ministro no momento adequado “, disse o ministro da Defesa, numa publicação no Facebook.
SAFE.
Estónia recebe primeira tranche de 351,6 milhões Ler Mais A demissão surge depois de ter sido noticiado que a compra de munições para a Ucrânia, usando para isso fundos europeus (European Peace Facility/Mecanismo Europeu para a Paz), seguiu para o Tribunal Arbitral.
Na Estónia, com um olho no céu e outro na Rússia Ler Mais O contrato entre 60 a 70 milhões de euros foi atribuído à empresa Datasel , empresa registada em Itália mas detida pela indiana Neco Defence Munitions.
As munições não terão cumprido os requisitos e o contrato terá sido rescindido, segundo noticia o Euroactiv.
A Datasel contesta esta versão e afirma ter fornecido e faturado material no valor de 58 milhões de euros, contra 59 milhões de euros em pagamentos antecipados, e que não foram identificados problemas de qualidade das munições, adiantou ao Euroactiv.
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