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Protestos estudantis em França? Governo e sindicato divergem

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Protestos estudantis em França? Governo e sindicato divergem

O ministro da Educação francês, Édouard Geffray, disse hoje que as manifestações estudantis, a decorrer pelo quinto dia consecutivo, está a perder força, mas um sindicato estudantil garante que 90% das universidades foram fechadas.

Segundo o ministro, há cerca de 200 escolas que permanecem bloqueadas, mas está a assistir-se a "uma diminuição da mobilização".

O União Estudantil (Union Étudiante), uma das principais organizações de representação e sindicalismo estudantil em França, assegurou, no entanto, que 90% das universidades estão "bloqueadas ou fechadas".

Os estudantes franceses saíram à rua pelo quinto dia consecutivo de protestos, num momento em que podem perder ímpeto pela chegada do feriado de Todos os Santos, na sexta-feira.

Apelidadas de "Ato V", as manifestações seguem-se às realizadas a 29 de setembro e 1, 6 e 8 de outubro.

Na última manifestação, na quinta-feira, 71.500 pessoas reuniram-se em todo o país, segundo o Ministério do Interior, em comparação com aproximadamente 256.000 dois dias antes.

Ainda assim, a principal manifestação de hoje está marcada para as 14:00 locais (13:00 em Lisboa), com início na Place d'Italie e término em Les Invalides, perto de Matignon (sede do Governo) e do Ministério da Educação.

A União Estudantil convocou a participação no protesto sob o lema "Eles não nos ouvem, nós iremos atrás deles", segundo uma mensagem publicada nas redes sociais.

Estão também previstas manifestações noutras cidades, incluindo Rennes, Toulouse, Poitiers, Marselha e Nice.

A mobilização pode estender-se para além dos estudantes e chegar aos trabalhadores do setor da educação e de outras atividades, uma vez que circulam convocatória nas redes sociais e apelos para outra grande mobilização no sábado, coincidindo com o primeiro dia da interrupção letiva de duas semanas.

A secretária-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Sophie Binet, convocou uma greve e novas manifestações para o dia anterior.

"Enquanto o Governo não responder às questões levantadas, a mobilização manter-se-á forte e continuará a desenvolver-se", alegou.

A convocatória conta com o apoio de seis sindicatos do setor da educação: FSU, UNSA Éducation, FNEC FP-FO, CFDT Éducation Formation et Recherche Publiques, CGT Educ'action e SUD Éducation.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, pediu na segunda-feira que os protestos decorram "com calma e ordem", afirmando que as reivindicações dos estudantes exigem tempo, diálogo e consenso.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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