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Cuidadores "esquecidos": Quatro mães deixam alerta a Montenegro

Notícias ao Minuto - País ·
Cuidadores "esquecidos": Quatro mães deixam alerta a Montenegro

"Cuidar de alguém dependente não é uma escolha de horário laboral. É um trabalho invisível de 24 horas por dia, 365 dias por ano. É abdicar da carreira, da saúde mental, do descanso e, tantas vezes, da própria subsistência económica para garantir a dignidade de quem mais amamos" , escreveram.

Cuidadoras de filhos com idades entre os 6 e os 18 anos, estas mães sublinharam que os cuidadores informais "poupam milhares de euros ao Estado" todos os anos, ao assumirem uma responsabilidade que também deve ser pública, por direito constitucional.

"Em troca, recebem uma burocracia asfixiante e um reconhecimento que não passa do papel", lamentaram, defendendo que o atual Estatuto do Cuidador Informal e os apoios existentes, como a Prestação Social para a Inclusão, são "manifestamente curtos" e "falham em responder à inflação e às necessidades reais" de quem vive com incapacidade profunda.

"A situação tornou-se insustentável ao ponto de muitas famílias ponderarem deixar de levar os seus familiares a consultas médicas e às terapias de reabilitação. As terapias não são um luxo; são um direito fundamental e a única forma de garantir que estas pessoas não sofram retrocessos graves na sua saúde e autonomia", alertaram.

Para estas mães, caso não seja alterada a atual situação, a expressão "Ninguém fica para trás" continuará a ser apenas um 'slogan' político "sem eco na vida dos portugueses".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.

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