Polónia defende formação de um Exército europeu no leste da Europa
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Radoslaw Sikorski, mostrou-se esta terça-feira confiante de que, até ao final da década, a Europa vai organizar um exército combinado, mesmo que apenas na frente oriental .
Intervindo no Fórum de Segurança de Varsóvia, Radoslaw Sikorski considerou que uma força europeia na região do Báltico seria capaz de dissuadir qualquer intenção bélica do Presidente russo , Vladimir Putin.
Polónia vai instalar sistemas Patriot na fronteira ucraniana Ler Mais Sikorski admitiu, no entanto, que “já é tarde para a Ucrânia”, país atacado pela Rússia, razão pela qual “é fundamental apoiar” Kiev durante o próximo inverno.
“Acredito que só restam a (Vladimir) Putin duas cartas para jogar: a mobilização e o ‘General Inverno’, como lhe chamam na Rússia.
Temos de fazer um grande esforço financeiro, militar e humanitário para ajudar a Ucrânia “, afirmou.
O homólogo alemão, Johann Wadephul, também admitiu que o inverno “será difícil” devido aos ataques russos contra as infraestruturas energéticas ucranianas mas, frisou que a Rússia não alcançou avanços reais na guerra.
UE aprova maior pacote de sanções contra a Rússia Ler Mais O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Ed Miliband, também concordou que o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, não está a ganhar a guerra na Ucrânia, mas ressalvou que o facto de não estar a ganhar não “deve ser” suficiente para a Europa.
Desta forma, Londres voltou a defender o agravamento das sanções contra a Rússia e mais apoio financeiro e defensivo à Ucrânia .
Miliband sublinhou a importância de a União Europeia (UE) voltar a discutir a possível utilização dos ativos russos congelados para apoiar a Ucrânia, apesar da oposição da Bélgica , país onde se encontra a maior parte do capital da Rússia bloqueado na Europa.
“É um tema complicado, toda a gente sabe disso, mas para nós é claro que a Rússia terá de pagar pela guerra.
Eles são os agressores, são os responsáveis pelos danos causados pela Ucrânia”, disse Wadephul, admitindo que o Reino Unido pode vir a juntar-se à UE em eventuais iniciativas sobre os ativos russos no estrangeiro.
Bruxelas quer retomar proposta sobre ativos russos Ler Mais Sobre o mesmo assunto, o chefe da diplomacia da Polónia disse que a Bélgica levantou uma preocupação razoável, acrescentando que, se a Rússia o exigir, Bruxelas não pode ser deixada sozinha a assumir toda a responsabilidade.
“Estamos a trabalhar nisso, e a Comissão Europeia está à procura de um instrumento jurídico que permita partilhar parte do risco.
Espero que possamos chegar a uma solução o mais rapidamente possível”, indicou Sikorski.
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