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PCP acusa Governo de “corte brutal” no investimento público no OE2027

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PCP acusa Governo de “corte brutal” no investimento público no OE2027

A líder parlamentar do PCP acusou esta segunda-feira, 12 de outubro, o Governo de ser responsável por um “corte brutal” no investimento público na proposta de Orçamento do Estado para 2027, rejeitando que o fim do PRR seja a única justificação.

“O país não pode aceitar um corte brutal de mais de 30% no investimento público, que pode ser ainda maior se se mantiverem os baixos níveis de execução dos últimos anos”, disse Paula Santos em conferência de imprensa na Assembleia da República.

Para a dirigente comunista, o corte, que “não pode ser explicado apenas pelo fim do PRR [Programa de Recuperação e Resiliência]”, “deixa centenas de escolas por reabilitar e construir, hospitais e centros de saúde, estradas, ferrovia e floresta por cuidar e equipamentos públicos e infraestruturas há muito reivindicadas e prometidas que se arrastam ano após ano”.

Paula Santos defendeu que o investimento público em Portugal “não pode assentar somente em fundos comunitários”.

“E esta circunstância, em que no próximo ano não haverá PRR, deixa claro de facto o baixíssimo nível de investimento público que é feito no nosso país de há um conjunto de anos para cá”, sustentou, lamentando que vários investimentos passem de proposta em proposta orçamental “sem saírem do papel”.

O secretário-geral do partido, Paulo Raimundo, já anunciou que o PCP vai votar contra a proposta de orçamento, ao contrário do PS, que deverá abster-se, o que motivou críticas da deputada Paula Santos.

Orçamente com cumplicidade do PS “Por mais voltas que o PS procure dar, a viabilização deste orçamento, pelo terceiro ano consecutivo, não só o torna cúmplice da política de desastre nacional que está em curso, como permite aos Chega e à IL continuarem a fingir oposição a uma política com a qual estão comprometidos”, criticou.

Questionada sobre se ainda espera uma mudança de posição do PS, Paula Santos afirmou que o partido liderado por José Luís Carneiro “assumirá os seus próprios posicionamentos”, sem deixar de apontar uma contradição.

A líder parlamentar lembrou que há cerca de duas semanas PSD, CDS-PP e Chega aprovaram na generalidade a nova lei do arrendamento, criticada pela bancada socialista, que já exigiu ao executivo que deixe cair o acordo com o partido de André Ventura.

“Mas o PS, ao viabilizar este Orçamento, está a viabilizar e a permitir a concretização desta política, como este exemplo, mas poderíamos dar aqui muitos exemplos que são de facto um desastre que tem levado à degradação das condições de vida”, argumentou.

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