Moscovo condena ex-assessor de Zelensky a 11 anos de prisão
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Guerra traduzida na Rádio Observador. Passamos agora em revista os destaques na imprensa russa com o Martim Madeira. Martim, o Tribunal de Moscovo condena o ex-assessor de Zelensky a 11 anos de prisão.
Passamos para os títulos do lado russo. A agência de notícias estatal TASS relata que a Justiça russa condenou o antigo conselheiro da presidência ucraniana, Oleksiy Arestovych, a uma pena de 11 anos de prisão. O julgamento ocorreu à revelia, uma vez que o visado se encontra fora do país. Arestovych foi considerado culpado de espalhar informações falsas sobre a atuação das Forças Armadas russas e de apelar publicamente a atos considerados extremistas ou terroristas. A condenação insere-se na postura rigorosa do sistema judicial de Moscovo contra figuras públicas que contestem a operação militar especial russa.
E o partido de oposição Yabloko está proibido de concorrer na região de Sverdlovsk.
De acordo com o jornal The Moscow Times, o Tribunal Regional de Sverdlovsk tomou a decisão de excluir a lista de candidatos do partido liberal Yabloko das próximas eleições locais, marcadas para este próximo mês de setembro. Com esta sentença, Sverdlovsk torna-se na quinta região russa a barrar a participação do partido no escrutínio deste outono. Os líderes da candidatura do Yabloko criticaram a decisão judicial, afirmam que se trata de uma manobra para silenciar a única força política russa autorizada que defende abertamente uma solução negociada para o conflito.
Martim, um atentado-bomba matou um oficial militar no centro de São Petersburgo.
O jornal The Moscow Times relata que um oficial do exército russo morreu hoje na sequência de uma explosão de um carro-bomba em São Petersburgo. A vítima foi identificada pelas autoridades locais como o tenente-coronel Sergei Sheshov. Sheshov era um militar de carreira e pertencia ao regimento de helicópteros da Rússia número 332. A mulher do oficial, que também se encontrava no veículo no momento da detonação, sofreu ferimentos graves e foi hospitalizada em estado crítico. Este regimento a que o oficial pertence tem sido anteriormente associado pelas fontes ucranianas a operações militares no terreno de combate.
Ainda pela Rússia, Martim, os russos retiram mais de 25 mil milhões de dólares dos bancos em dinheiro vivo.
Uma análise financeira publicada pelo jornal The Moscow Times revela que os cidadãos e as empresas russas estão a acumular dinheiro líquido a um ritmo sem precedentes. Desde o início deste ano, foram adicionados cerca de 25,3 mil milhões de dólares em papel-moeda às reservas fiscais das famílias, o que constitui o maior aumento verificado na Rússia desde o início da guerra em 2022.
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