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Ataque com molotov na marcha pela vida foi terrorismo?

Observador ·
Ataque com molotov na marcha pela vida foi terrorismo?

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

O DCIAP, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal, acusa o autor de um ataque com um coquetel Molotov na Marcha pela Vida de 10 crimes. Esta lista inclui crimes de infrações terroristas, tentativa de homicídio e ainda posse de arma proibida e incêndio. Nelson Vassalo, o arguido, continua em prisão preventiva desde que foi detido em abril. A defesa tentou contrariar a tese da acusação de que haveria uma motivação ideológica no ataque, mas sem sucesso. Eu sou o Ricardo Conceição e comigo está a Judite França. E quem é a nossa convidada, Judite?

Leonor Rios, subeditora da sociedade do Observador. Bem-vinda, Leonor. Vamos primeiro recordar este caso. O que aconteceu?

Bem, precisamos de remontar aqui ao dia 21 de março de 2026. Era um dia em que estavam marcadas duas manifestações, uma relativamente à habitação e outra que era a Marcha pela Vida. E neste dia aconteceu o ataque com o coquetel Molotov, por parte do Nelson Vassalo, que de acordo com a acusação do Ministério Público, a que o Observador teve acesso, teve uma preparação logo desde o início do dia. Segundo o Ministério Público, o ataque foi preparado logo de manhã, por exemplo, há certos detalhes, como os de Nelson Vassalo se ter dirigido com um cantil a uma bomba de gasolina, onde comprou a gasolina, depois usou esse mesmo combustível para preparar o coquetel Molotov e saiu com o coquetel dentro de um saco já de casa. Ou seja, dá a entender uma premeditação. Depois, encaminhou-se para a primeira manifestação. É importante recordar que Nelson Vassalo estava ligado a movimentos da causa pela habitação e depois dessa primeira manifestação, dirigiu-se então para a Marcha pela Vida. De acordo com a acusação, há um momento em que chega, por acaso há aqui o detalhe, chegou de bicicleta, colocou-se numa zona que lhe permitia estudar um pouco a multidão e há um momento em que decide então arremessar o coquetel Molotov contra os manifestantes e este só não deflagrou porque houve duas mulheres que amorteceram o choque. O coquetel Molotov estava dentro de um saco e ficaram cheias de gasolina. Uma delas tinha um bebê ao colo. Depois, de seguida, muito rapidamente, Nelson Vassalo sofre uma placagem por parte do manifestante e ficou imobilizado e aí é detido pela PSP.

Leonor, obrigado por recordares em pormenor este caso. Importa, antes de avançarmos, perceber bem o que aconteceu nesse dia. E desde essa altura, Leonor Rios, Nelson Vassalo tem estado em prisão preventiva, é isso, desde abril?

Precisamente, desde abril, mas houve aqui um momento em que ele não ficou logo em prisão preventiva. Quando se dá a primeira detenção, isto em março, ficou com termo de identidade e residência e foram-lhe pedidas as apresentações periódicas e também que se afastasse do perímetro da Assembleia da República. Neste momento, era suspeito de um crime de detenção de arma proibida. Só que menos de um mês depois, há então uma segunda detenção. Aí sim, Nelson Vassalo fica sob prisão preventiva e na altura já com as suspeitas de crimes de terrorismo, que se vieram a confirmar então nesta acusação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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