A liderança é o próximo capítulo da sustentabilidade
Há vinte e cinco anos, a sustentabilidade ainda ocupava um lugar periférico em muitas conversas empresariais.
Era considerada importante, mas frequentemente tratada como uma preocupação separada: algo a reportar ou a endereçar através de iniciativas ambientais e sociais pontuais.
Hoje, esse cenário mudou.
A sustentabilidade faz parte da forma como as empresas pensam a competitividade, a confiança e a criação de valor a longo prazo.
Existe também uma compreensão mais clara de que as decisões empresariais têm impacto no mundo que as rodeia e de que as empresas e as sociedades dependem da estabilidade desse mesmo mundo para prosperar.
Em Portugal, os últimos 25 anos trouxeram uma maior consciencialização, avanços regulatórios e a afirmação das energias renováveis como elemento central do progresso do país.
Organizações como o BCSD Portugal têm contribuído para manter esta agenda ativa, reunindo empresas em torno da ideia de que sustentabilidade e crescimento económico não são objetivos opostos.
A sustentabilidade é uma responsabilidade da liderança executiva Olhando para 2050, o desafio será transformar intenção em execução, ambição em resultados e compromissos públicos em decisões consistentes no dia a dia das organizações.
É aqui que a liderança se torna decisiva.
A sustentabilidade não pode viver apenas em departamentos técnicos, equipas de ESG, processos de compliance ou funções de reporte.
Embora todos estes elementos sejam necessários, não são suficientes.
A sustentabilidade torna-se mais tangível quando influencia as escolhas realizadas pelos conselhos de administração, pelas comissões executivas e pelas equipas de gestão.
Torna-se real quando os líderes ponderam aquilo que as suas decisões tornam possível (ou impossível) nos anos que se seguem.
O contexto global atual torna este caminho mais desafiante.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.