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Boa noite. O CEO da OpenAI e Elon Musk avisam que é preciso pôr um travão no ritmo do desenvolvimento da inteligência artificial. São mais dois alertas depois do CEO da Anthropic ter dito que o ritmo de desenvolvimento da IA tem de abrandar. Dario Amodei propõe um plano de três etapas para que a prevenção de riscos da inteligência artificial tenha tempo de acompanhar esta nova tecnologia. O jornalista do Observador, João Paulo Godinho, explica em que consiste parte deste plano.
Cada empresa pioneira do setor, neste caso a Anthropic, a OpenAI, a empresa também de xAI do Elon Musk, entre outras, devem comprometer-se a conceder um acesso a avaliadores externos, ou seja, trazer pessoas de fora das empresas para trabalharem dentro da empresa.
Exatamente. No fundo, como se fosse nos bancos, em que se traz pessoas dos reguladores e dos supervisores para monitorizarem este desenvolvimento. Depois, muito sinteticamente, o segundo passo diz respeito a uma coordenação do setor, em que pede que todas as empresas definam normas de segurança comuns.
O jornalista do Observador, João Paulo Godinho, explica que a última e terceira etapa deste plano traçado pelo CEO da Anthropic visa uma cooperação a nível global, liderada pelos Estados Unidos, que envolve não só as empresas, mas também os governos dos países democráticos. Na análise, o investigador e antigo presidente do Instituto Superior Técnico, Arlindo Oliveira, diz que vai ser muito difícil pôr os países de acordo quanto à regulamentação da inteligência artificial.
Sobre a regulamentação na China, nos Estados Unidos, na Europa, no Japão, na Rússia, no Médio Oriente, etc., para desenvolver modelos, impor restrições aos modelos, ao que eles podem fazer. Se toda a gente se pusesse de acordo, não estou a ver muito bem esses blocos todos porem-se de acordo relativamente a uma regulamentação mundial. Eu acho que a regulamentação está a acontecer. O regulamento de inteligência artificial na Europa é um deles, existe alguma regulamentação em alguns estados americanos, como a Califórnia, coloca de facto algumas restrições ao que as empresas podem ou não fazer, mas está a correr um bocadinho atrás do problema, porque a regulação geralmente regulamenta o que se sabe que existe e não o que vai existir daqui a três meses.
O antigo presidente do Instituto Superior Técnico, Arlindo Oliveira, entrevistado pela jornalista Maria Miguel Marques sobre esta necessidade de travar o desenvolvimento da inteligência artificial. Este é o tema do artigo que faz a esta hora manchete no site do Observador. É assinado pela jornalista Cátia Rocha. O Kremlin afirma que o encontro entre os presidentes russo e ucraniano na Cimeira do G20, em Miami, no final do ano, é impossível. Uma posição do porta-voz do governo russo depois da proposta de encontro apresentada pelo presidente ucraniano. À agência de notícias France Presse, Dmitry Peskov reitera a exigência de Moscovo de que o encontro se realize na capital russa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.