O que se passa na PJ?
Há “ligações perigosas” entre a PJ e membros da Doyen? Se até agora falávamos de Luís Neves, ontem foi Carlos Cabreiro quem ficou debaixo dos holofotes.
Coincidentemente, tudo aconteceu no dia em que a comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária teve luz verde.
Mas importa assinalar que se trata disso mesmo, apenas uma coincidência os dois casos terem tido atualizações no mesmo dia.
O que aconteceu? Ontem, procuradores do DIAP Regional de Lisboa, acompanhados por inspetores da Autoridade Tributária e peritos informáticos, realizaram buscas em várias instalações da Polícia Judiciária.
Começaram de manhã na Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico (UPAT), que faz as escutas e vigilâncias da PJ e funciona na escola da instituição, em Loures.
Ao longo do dia alargaram-se à sede nacional e ao gabinete do diretor nacional, Carlos Cabreiro, e ao posto de trabalho de David Freitas, o coordenador que apresentou a denúncia, no Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais, também em Loures.
O que se passou com os telemóveis? A David Freitas foi apreendido o telemóvel e copiado o computador, assim como o conteúdo do email.
Ontem chegou a ser noticiado que o telemóvel de Carlos Cabreiro tinha sido apreendido, mas a PGR desmentiu-o ao fim da tarde.
O que já sabemos? O inquérito está em segredo de justiça, não tem arguidos constituídos e investiga abuso de poder e falsidade de testemunho agravada.
A PGR explicou que as buscas servem para recolher elementos que permitam “confirmar ou infirmar” os factos denunciados, e a PJ disse, em email enviado às redações, que colaborou e que não fará mais comentários.
O objetivo principal é encontrar os originais dos documentos que possam estar nos arquivos da UPAT, para verificar se as cópias entregues pelos denunciantes são autênticas.
O que está em causa? Tudo remonta a 21 de outubro de 2015, quando Aníbal Pinto, Nélio Lucas (fundo Doyen) e o advogado da Doyen, Pedro Henriques, se encontraram numa estação de serviço da A5, em Oeiras.
A Doyen tinha feito queixa na PJ contra desconhecidos, porque circulavam documentos confidenciais sobre contratos de futebolistas e alguém, sob pseudónimos como Artem Lubozov, exigia dinheiro para não os divulgar.
O contacto foi feito por Aníbal Pinto, e a reunião destinava-se a negociar os termos desse pagamento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.