Petróleo soma e segue com guerra a aquecer
Mais uma semana marcada pela guerra no Médio Oriente e os mercados viram o petróleo tocar máximos de quase um mês, ao mesmo tempo que o ouro volta a brilhar.
A desvalorização do dólar ajuda a explicar estas movimentações, mas não é tudo.
O barril de Brent crude foi além dos 94 dólares na sessão desta quinta-feira, após subir mais de 3% face ao fecho do dia anterior.
Abrindo um pouco mais a escala, verifica-se uma subida de 8% desde o início da semana.
Os preços alcançam máximos desde 26 de julho, depois de uma tendência positiva visível desde a semana passada.
O Brent é a referência para as negociações de contratos futuros de petróleo bruto e escalou perante as ameaças de Donald Trump ao Irão , nas quais sinaliza a extensão da guerra.
Teerão respondeu com ameaças de retaliação em bases americanas na Europa.
Mas até que ponto isto pesa na indústria petrolífera? Independentemente da forma, magnitude e localização dos ataques, o que parece certo é que a guerra entre EUA e Irão vai continuar a afetar a circulação no estreito de Ormuz.
Em condições normais, 20% do petróleo comercializado em todo o mundo passa por ali.
Agora, porém, o tráfego de petroleiros diminuiu significativamente face ao começo do conflito.
Tudo leva a crer que a redução da oferta se vai prolongar, prolongando as subidas registadas no preço, desde março.
Assim sendo, a subida de preços leva as petrolíferas a comprarem a preços mais altos — o que não é necessariamente mau para as mesmas.
É que os melhores resultados financeiros das empresas do setor registam-se, por norma, precisamente em períodos de preço alto no petróleo bruto.
Este é um fator que se reflete, em última instância, nos preços ao consumidor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.