As notícias das 3h
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Boa noite. Quase 100 operacionais combatem um incêndio no Conselho de Beja. As chamas chegaram mesmo a ameaçar uma festa de casamento. De acordo com a Agência Lusa, que cita a Proteção Civil, os bombeiros monitorizaram a possibilidade de evacuar o local onde decorria a festa, mas não chegou a ser necessário. O incêndio continua a consumir montado e pasto e o combate às chamas está a ser dificultado pela dificuldade de acessos. Os bombeiros aguardam ainda máquinas de rasto. No local, encontram-se 95 operacionais apoiados por 31 meios terrestres. O fogo começou numa zona conhecida como Guarita Nova, na zona sul do Conselho de Beja, por volta das 18h30 deste sábado. Na rentrée política do LIVRE, o porta-voz Jorge Pinto avisa que o partido não vai alinhar no jogo viciado da extrema-direita, posição assumida durante o discurso na Alfândega do Porto, onde corre a rentrée política do LIVRE. Jorge Pinto criticou também o tempo de antena dado pela comunicação social ao presidente do Chega, André Ventura.
É claro que a extrema-direita está muito nervosa. Isto nota-se. Apesar, ou talvez por isso, de todo o tempo de antena que a extrema-direita tem, e eu não tenho memória de algum político em Portugal ser tão levado ao colo como André Ventura é, que está recorrentemente nas televisões, em grandes entrevistas, sem qualquer contraditório. Apesar disso, nós estaremos aqui para dizer que não alinhamos num jogo que está viciado à partida, que conosco não contam para jogar num tabuleiro que a extrema-direita nos estende. Que o governo faça isso, que o PSD faça isso, que a comunicação faça isso, em particular os diretores de informação das televisões, é um problema deles.
O co-porta-voz do LIVRE, Jorge Pinto, que encerrou os trabalhos do dia na Alfândega do Porto e que insistiu novamente na ideia que defendeu quando tomou posse como porta-voz do partido, em julho: o LIVRE vai governar. Também durante esta rentrée política do LIVRE, uma das figuras principais do partido, Rui Tavares, admitiu processar o Chega por ter insinuado que o LIVRE pode ter sido responsável pelo assalto ao gabinete de André Ventura no Parlamento. Diz Rui Tavares que André Ventura está nervoso porque esta narrativa do assalto está mal contada. O dirigente do LIVRE considera que estas insinuações ultrapassam todos os limites e que, por isso, ameaça mesmo avançar com o caso para tribunal.
Da nossa parte, nós deixamos muito claro. Esta é uma mensagem de que cesse e desista de o fazer, porque senão nós, evidentemente, iremos para os tribunais se deve ser e nos poderemos constituir assistentes do processo que há de haver por causa da história do próprio gabinete. Somos gente séria, gente honesta, que não aceita ser arrastada para a lama, que jamais faria uma coisa dessa no gabinete de outros, mas também uma coisa é clara: nunca nos passaria pela cabeça, seria inconcebível fazermos no nosso próprio gabinete. E muita gente em Portugal acha que do Chega não se pode dizer o mesmo.
Rui Tavares durante a rentrée política do LIVRE, que até amanhã decorre na Alfândega do Porto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.