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Restauração emprega mais 27 mil pessoas, mas salários continuam 30% abaixo da média

CNN Portugal ·
Restauração emprega mais 27 mil pessoas, mas salários continuam 30% abaixo da média

O crescimento foi de 8,7% e levou o setor a representar 6,5% do emprego total da economia. É o valor mais elevado registado num primeiro trimestre desde o início da série, de acordo com a mesma fonte. Os números mostram que a procura por trabalhadores não desapareceu antes da época alta. Não dizem, por si só, quantas vagas ficaram por preencher no verão, nem permitem concluir que exista uma escassez uniforme em todo o país.

Há, no entanto, um contraste que ajuda a explicar por que motivo tantas ofertas deste setor são avaliadas pela remuneração, pelo horário e pela distância até ao local de trabalho. A remuneração bruta média mensal por posto de trabalho no alojamento e restauração foi de 1.205 euros no primeiro trimestre. Na economia como um todo, a média ficou nos 1.728 euros. A diferença é de cerca de 30%.

O dado não substitui o salário de uma vaga concreta. Uma média inclui funções, regiões, antiguidade e regimes de horário diferentes. Mas mostra que, numa atividade onde os turnos, o trabalho ao fim de semana e a sazonalidade pesam na decisão, o valor anunciado precisa de ser lido em conjunto com as restantes condições.

Na restauração, um turno pode mudar o dia inteiro. O BizPliz!, o Novo Portal de Emprego de Portugal, permite procurar vagas por área, localização e tipo de emprego, para que a decisão comece pelo que é compatível com a vida de cada pessoa.

Também o perfil de qualificações mudou. Cinquenta e nove por cento das pessoas empregadas no alojamento e restauração tinham ensino secundário ou superior no primeiro trimestre, abaixo dos 70% registados na economia, mas acima do que era habitual no setor. O Turismo de Portugal descreve o resultado como o máximo da série para um primeiro trimestre. Para os empregadores, isso significa competir por trabalhadores que têm mais alternativas e podem comparar propostas com maior detalhe.

Em junho, foi publicada a portaria que estende o contrato coletivo entre a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal e o Sindicato dos Trabalhadores do Setor de Serviços à restauração e bebidas. O diploma abrange relações de trabalho no território nacional dentro do âmbito definido e usa dados dos quadros de pessoal de 2023 para avaliar o impacto da extensão. Não deve ser confundido com uma tabela salarial única para todo o setor, mas mostra que a contratação coletiva continua a moldar as condições de uma parte relevante da atividade.

O estudo incluído na portaria refere 51.768 trabalhadores por conta de outrem a tempo completo abrangidos, direta e indiretamente, pelo instrumento revisto. Para 44.138, ou 85,3% do total considerado, as remunerações devidas estavam abaixo dos valores convencionais que seriam alterados pela extensão. Estes números dizem respeito à amostra usada para a avaliação da medida, não ao universo completo da restauração portuguesa.

Os próximos dados trimestrais permitirão perceber se o reforço de emprego se manteve no pico da época turística e em que regiões a pressão sobre a contratação foi maior.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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