2h. Quase 100 operacionais combatem incêndio em Beja
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As notícias com Miguel Pina Andrade. Boa noite. Neste momento, quase 100 operacionais, apoiados por cerca de 30 meios terrestres, combatem o fogo no Conselho de Beja. De acordo com a Agência Lusa, que cita a Proteção Civil, o incêndio continua a consumir montado e pasto. O combate às chamas está a ser dificultado pela dificuldade de acessos. Os bombeiros aguardam, neste momento, máquinas de rasto. O fogo começou numa zona conhecida como Guarita Nova, na zona sul do Conselho de Beja, e segundo a Proteção Civil, o alerta para este incêndio foi dado por volta das 18h30 deste sábado. O porta-voz do Livre, Jorge Pinto, critica a atenção mediática de André Ventura e deixa o aviso: o partido não vai alinhar no jogo viciado da extrema-direita. É uma posição assumida durante o discurso na Alfândega do Porto, na rentrée política do Livre. Jorge Pinto lembra que o partido foi o único da esquerda parlamentar que votou contra a moção de censura ao governo apresentada pelo Chega, diz o co-porta-voz do Livre. Deixa acusações ao governo de alinhar no jogo político de André Ventura.
É claro que a extrema-direita está muito nervosa. Isto nota-se. Apesar, ou talvez por isso, de todo o tempo de antena que a extrema-direita tem, e eu não tenho memória de algum político em Portugal ser tão levado ao colo como André Ventura é, que está recorrentemente nas televisões, em grandes entrevistas, sem qualquer contraditório. Apesar disso, nós estaremos aqui para dizer que não alinhamos num jogo que está viciado à partida, que conosco não contam para jogar num tabuleiro que a extrema-direita nos estende. Que o governo faça isso, que o PSD faça isso, que a comunicação faça isso, em particular os diretores de informação das televisões, é um problema deles.
O co-porta-voz do Livre, Jorge Pinto, que encerrou os trabalhos do dia na Alfândega do Porto, e insistiu numa ideia que defendeu quando tomou posse como porta-voz do partido, em julho: o Livre vai governar. Também durante a rentrée do Livre, Rui Tavares admitiu processar o Chega por ter insinuado que o partido Livre pode ter sido responsável pelo assalto ao gabinete de André Ventura no Parlamento, um incidente que aconteceu em julho deste ano. O dirigente do Livre diz que André Ventura está nervoso porque a narrativa do assalto ao gabinete está mal contada. Rui Tavares considera que estas insinuações ultrapassam todos os limites e ameaça mesmo avançar para tribunal.
Da nossa parte, nós deixamos muito claro. Esta é uma mensagem de que cesse e desista de o fazer, porque senão nós, evidentemente, iremos para onde estivermos que ser e nos poderemos constituir assistentes do processo que há de haver por causa da história do próprio gabinete. Somos gente séria, gente honesta, que não aceita ser arrastada para a lama, que jamais faria uma coisa dessa no gabinete de outros, mas também uma coisa é clara: nunca nos passaria pela cabeça, seria inconcebível fazermos no nosso próprio gabinete.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.