A nova imagem da cachaça na Europa vai muito para além da caipirinha
Durante muito tempo, a cachaça chegou à Europa resumida a um único símbolo: a caipirinha.
Foi através dela que muitos europeus tiveram o primeiro contacto com a bebida mais identitária do Brasil.
Mas a verdade é que a cachaça contemporânea já não cabe dentro desse estereótipo tropical.
Hoje, começa finalmente a conquistar um novo espaço, mais sofisticado, cultural e gastronómico, no mercado europeu.
Nos últimos anos, tenho assistido de perto a uma mudança importante na forma como a cachaça é percebida em Portugal e noutros países europeus.
Quando comecei ainda era comum ouvir que a cachaça era apenas uma bebida forte, agressiva ou associada exclusivamente ao consumo informal.
Durante muito tempo, foram precisamente as versões de menor qualidade que chegaram primeiro a muitos mercados internacionais, contribuindo para uma perceção limitada sobre aquilo que a cachaça realmente podia ser.
Felizmente, isso mudou.
E essa evolução na qualidade da própria cachaça também representa uma conquista importante para o setor.
Hoje encontramos produtores mais preocupados com origem, processo, envelhecimento, excelência e identidade.
A conversa é outra.
Falamos de terroir, de envelhecimento, de madeiras brasileiras, de harmonização, de coquetelaria moderna e, sobretudo, de identidade cultural.
A cachaça é um dos destilados mais ricos do mundo.
É produzida exclusivamente no Brasil, carrega séculos de história e possui uma diversidade sensorial rara.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.